Aneel decide reforçar a segurança para leilão da usina de Jirau

Agência quer evitar protestos; no leilão da Usina de Santo Antônio, manifestantes tentaram invadir o prédio

Agência Brasil,

18 de maio de 2008 | 19h30

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu reforçar o esquema de segurança na sua sede em Brasília para prevenir possíveis protestos contra o leilão da Usina Hidrelétrica de Jirau programado para esta segunda-feira a partir das 14h. A agência reguladora pretende evitar que se repita o que aconteceu no leilão da Usina de Santo Antônio, quando manifestantes de duas organizações não-governamentais promoveram um tentativa de invasão do prédio. O leilão da Hidrelétrica de Jirau abre definitivamente a fronteira amazônica para a construção de grandes empreendimentos energéticos na região. Com a conclusão da licitação das duas usinas do Complexo do Rio Madeira (Santo Antônio e Jirau), que somam 6.450 MW de potência instalada, em Rondônia, o governo parte agora para uma série de projetos nas bacias do Amazonas, Tocantins, Araguaia e Teles Pires. "Reforçamos o pessoal de segurança e teremos em torno de 40 pessoas para impedir o acesso de manifestantes à recepção. Solicitamos a proteção dos arredores pela Polícia Militar, com rondas a partir de domingo. E as cercas também estão mais altas", informou o presidente da Comissão Especial de Licitação da Aneel, Hélvio Guerra. Os concorrentes também estarão sujeitos à fiscalização rigorosa durante o leilão, em regime de confinamento. Cada um dos dois grupos de competidores ficará em salas isoladas, de 45 metros quadrados, ocupadas mediante sorteio. Nenhum dos proponentes poderá ter acesso à qualquer meio de comunicação externa. Câmeras foram instaladas para que os auditores acompanhem movimentação nas salas. "Os grupos estarão totalmente isolados um do outro para montarem suas estratégias e suas propostas de preço", ressaltou Guerra. A Polícia Federal será responsável pela varredura prévia das salas dos investidores e do prédio da Aneel. A Companhia Energética de Brasília (CEB) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico estarão mobilizados para colocarem em prática, em caso de emergência, planos de abastecimento a que garantam fornecimento de energia no local. A capacidade instalada da Usina de Jirau é de 3.300 megawatts. A previsão de início da operações é em 2.013. A estimativa da Empresa de Pesquisa Energética é de que obras demandem um investimento total de R$ 8,7 bilhões. Somente o leilão envolve gastos aproximados de R$ 1 milhão. Consórcios Dois consórcios participarão do leilão, que será realizado por meio de uma rede privada de computadores. A composição de cada consórcio, com relação das empresas e participação, é a seguinte: 1) Consórcio Jirau Energia : Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura Ltda. (17,6%); Construtora Norberto Odebrecht S/A (1%); Andrade Gutierrez Participações S/A (12,4%); Cemig Geração e Transmissão S/A (10%); Furnas Centrais Elétricas S/A (39%) e Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia II (FIP - formado pelos bancos Banif e Santander) (20%). 2) Consórcio Energia Sustentável do Brasil: Suez Energy South América Participações Ltda. (50,1%);Camargo Corrêa Investimentos em Infra-Estrutura S/A (9,9%); Eletrosul Centrais Elétricas S/A (20%) e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Chesf (20%).

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