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Aneel define reajustes de tarifas para Região Norte

As principais atenções da próxima semana, no setor de infra-estrutura, estão voltadas para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A diretoria da agência define, na terça-feira, dia 31, os porcentuais de reajustes das tarifas de quatro distribuidoras de energia da Região Norte: Boa Vista Energia (RR), Companhia Energética de Roraima (Cer), Companhia Energética do Amazonas (Ceam) e Manaus Energia. As novas tarifas dessas empresas começarão a vigorar no dia seguinte.A Manaus Energia, empresa que atende quase 400 mil unidades de consumo na capital do Amazonas, pediu à Aneel que eleve suas tarifas em 10,43%, na média. Já a Ceam, que fornece energia para cerca de 184.000 unidades de consumo em 61 municípios do Estado, pleiteia um aumento médio de 17,33%.A Boa Vista Energia, que abastece 66.000 unidades consumidoras na capital de Roraima, solicitou à Aneel um reajuste médio de 11,12%. Já a Cer, que atende a cerca de 21.500 unidades de consumo no interior do Estado, pediu um aumento de 39,28%.Além desses reajustes, a diretoria da Aneel tratará de outro assunto importante na terça: a resolução que aperfeiçoará a metodologia da revisão tarifária periódica das distribuidoras de energia. Se forem aprovados, os aperfeiçoamentos serão aplicados no segundo ciclo de revisão das tarifas, que começa no próximo ano. Diferentemente do reajuste, que é anual, a revisão da tarifa é feita a cada quatro anos, em média. Nesse processo, a Aneel traça uma radiografia da empresa, principalmente em relação aos investimentos realizados e às receitas obtidas e, a partir daí, define um novo patamar para as tarifas.A próxima semana pode reservar ainda, a depender dos resultados das negociações que terminam neste sábado, em La Paz, novidades sobre os desdobramentos da crise entre Brasil e Bolívia por causa do gás. Ao longo da semana que passou, o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, evitou comentar o assunto. Nesta sexta-feira, sua assessoria confirmou que ele não vai mais à Bolívia na próxima semana como estava previsto, para fechar os acordos. Segundo fontes do governo, para que sejam assinados acordos não é necessária a presença do ministro, pois os entendimentos se dão entre a diretoria da Petrobras na Bolívia e a direção da estatal boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

Agencia Estado,

27 de outubro de 2006 | 18h58

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