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Aneel estuda cancelar por atraso usinas de R$ 6 bilhões

Bolognesi, responsável por dois projetos em PE e no RS, já foi intimada pela agência; empresa contesta processo

Reuters

22 de agosto de 2016 | 23h37

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) iniciou processo que pode resultar na revogação da autorização concedida à Bolognesi Energia para a implementação de duas termoelétricas que somariam cerca de 2,5 gigawatts em capacidade e demandariam quase R$ 6 bilhões em investimentos.

O cancelamento dos projetos pode ajudar a reduzir o atual quadro de sobras de energia das distribuidoras, devido à queda do consumo com a crise, ou mesmo exigir recontratação, uma vez que as usinas têm um porte relevante – se entregues, elas expandiriam 5% a capacidade termoelétrica do País.

Os empreendimentos, vencedores de um leilão realizado em 2014, deveriam iniciar a entrega de energia em 2019, mas a Aneel entende que os projetos estão atrasados e intimou a Bolognesi, em processo que deverá ser analisado brevemente pela diretoria do regulador, informou a agência.

Procurada, a Bolognesi disse que “contestou a intimação” e alegou que pretende negociar com as distribuidoras, que são compradoras da energia do projeto, para postergar o início dos contratos para janeiro de 2021.

A companhia disse que já tem acordos com as distribuidoras para mudar a data de “mais de 89%” dos contratos e que “cerca de 65%” das renegociações já foram formalizadas na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). As termoelétricas Novo Tempo e Rio Grande, previstas para Pernambuco e Rio Grande do Sul, teriam 1,24 gigawatt cada, e seriam movidas a gás natural. 

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