Aneel leiloa nove lotes de transmissão, mas apenas quatro recebem propostas

Terceiro evento do gênero no ano ofertava 33 linhas de transmissão e 23 subestações em oito Estados

André Magnabosco, Agência Estado

18 de novembro de 2014 | 11h33

Atualizado às 13h

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ofertou nesta terça-feira um total de 4.634 quilômetros de linhas de transmissão, divididos em 9 lotes. Dentre eles, cinco (lotes B, C, D, G e I) não obtiveram nenhuma proposta. 

O diretor da Aneel André Pepitone afirmou que os lotes não vendidos terão suas condições reavaliadas e serão ofertados em 2015. Pepitone, que considerou o leilão "satisfatório", acrescentou que não existe nenhuma iniciativa para atualizar a taxa de retorno para os investidores de empreendimentos de transmissão.

Terceiro certame do gênero realizado em 2014, este leilão de transmissão reuniu projetos distribuídos nos Estados do Amapá, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul e Tocantins. No total, foram leiloadas 33 linhas de transmissão e 23 subestações.

O primeiro leilão do ano ocorreu em fevereiro e reuniu 2.092 quilômetros de extensão no chamado linhão de transmissão para escoamento de energia da usina Belo Monte. O segundo, de maio passado, foi composto por 3.469 quilômetros de extensão divididos em 13 lotes.

Os vencedores do certame desta terça-feira foram as empresas ou consórcios que ofertaram o maior deságio em relação aos valores de referência propostos pela Aneel. A concessão das linhas de transmissão terá duração de 30 anos e o prazo de conclusão dos projetos varia entre 30 e 42 meses. 

Vencedores. A estatal Eletrosul foi a vencedora da disputa pelo lote A, ao oferecer Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 336 milhões, o que representa um deságio de 14% em relação ao preço de referência estabelecido pela agência. 

O lote A - o único a receber mais de uma proposta - era dividido em quatro sublotes no Estado do Rio Grande do Sul. Ele era composto por 17 linhas de transmissão e oito subestações, distribuídos em 2.169 quilômetros de extensão. 

O Consórcio Paraíso, por sua vez, foi vencedor do lote E. A RAP oferecida foi de R$ 22 milhões, um deságio de 3,62% em relação ao valor definido pelo órgão regulador.

Já o lote F ficou com a Celg. A companhia ofereceu RAP de R$ 1,640 milhão, um deságio de 0,32% em relação ao preço de referência da Aneel, de R$ 1,645 milhões.

A Isolux Projetos e Instalações, por sua vez, foi a vencedora da disputa pelo lote H. A companhia ofereceu RAP de R$ 17,288 milhões, o que representa um deságio de 0,60% em relação ao preço de referência.

Sem propostas. Os lotes C e B, dois dos cinco que não receberam propostas, referiam-se a Mato Grosso e Pará. O primeiro tinha 1.267 quilômetros de extensão e era composto por quatro linhas de extensão e três subestações. 

Uma dessas três linhas de transmissão e as três subestações já haviam sido incluídos no leilão de transmissão realizada em maio passado e também não haviam recebido propostas. O lote B, por sua vez, tinha 436 quilômetros de extensão divididos em três linhas de transmissão e três subestações.  

(Com informações da Reuters)

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