Itaci Batista/Estadão
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Aneel mantém bandeira vermelha para outubro

Bandeira vermelha implica acréscimo nas contas de luz de R$ 4,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos

Eduardo Rodrigues , O Estado de S. Paulo

25 Setembro 2015 | 22h32

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira que a bandeira tarifária para outubro continuará no vermelho, significando um acréscimo nas contas de luz de R$ 4,50 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. 

Devido à necessidade de despacho das usinas térmicas decorrente da longa estiagem que afeta o País nos últimos três anos, o Brasil está na bandeira vermelha desde o começo de 2015, quando o regime de cobrança adicional entrou em vigor. 

Com a melhora nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e a queda na consumo de energia, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou no mês passado o desligamento de 21 usinas térmicas com potência somada 2 mil megawatts médios. 

Com a saída do sistema desses empreendimentos com custos de produção de eletricidade (CVU) superiores a R$ 600 por megawatt-hora, a economia estimada pelo governo até o fim do ano foi de R$ 5,5 bilhões. Isso se refletiu em um desconto no preço da bandeira vermelha a partir deste mês. 

A mudança, aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no fim de agosto, reduziu o preço da bandeira vermelha de R$ 5,50 para cada 100 quilowatts-hora consumidos para R$ 4,50. Ainda assim, a melhora na geração hídrica ainda não suficiente para fazer a bandeira baixar para a cor amarela, na qual haveria cobrança de R$ 2,50 para cada 100 kWh consumidos. Na bandeira verde, não cobrança adicional.

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