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Aneel pede cautela no incentivo ao uso de gás natural

O diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman, defendeu hoje que as autoridades tenham cautela nos incentivos ao consumo de gás ao País. "Não é um assunto da Aneel, mas acho que as autoridades responsáveis têm que se debruçar sobre o tema, e perceber que, se aumenta o consumo de gás não térmico, aumenta a briga por um recurso que já é escasso. Talvez isso não seja bom para o País", disse.Kelmam lembrou que a situação é diferente do que se viveu durante a crise de energia elétrica. Ao contrário do que aconteceu no passado, hoje existe um substituto para o gás natural veicular (GNV) que é a gasolina, e para o gás industrial que é o óleo combustível. "A questão não é física, é econômica. É uma questão de preço. Mas isso não é assunto para a Aneel", disse.Kelman minimizou a crise do gás, mas admitiu que o nível de segurança para os reservatórios hídricos brasileiros pode ser menor do que os 61% propostos pelo ONS (Organizador Nacional do Sistema Elétrico), para que não haja escassez de energia elétrica no País. O executivo explicou que a decisão sobre esse nível de segurança será tomada em audiência pública até 7 de dezembro.O diretor da Aneel ressaltou que a sociedade precisa perceber que acionar as usinas termelétricas (que funcionam com gás natural) não significa uma eminência de falta de energia elétrica no País, mas é uma medida preventiva para que essa deficiência não aconteça.

MONICA CIARELLI, Agencia Estado

22 de novembro de 2007 | 15h26

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