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Conta de luz vai ficar quase 20% mais barata em cidades do Estado de São Paulo

Redução vale para clientes da Bandeirante e da CPFL Piratininga, além da Celg, de Goiás; para analista, medida pode ajudar a levar a inflação para menos de 7% no ano

Anne Warth, Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2016 | 15h32
Atualizado 18 de outubro de 2016 | 20h47

A conta de luz de consumidores do litoral e do interior de São Paulo e de todo o Estado de Goiás vai cair no fim desta semana. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, 18, uma redução nas tarifas das distribuidoras CPFL Piratininga e Bandeirante Energia, que abastecem 55 municípios paulistas, e da goiana Celg. Segundo o diretor-geral da agência, Romeu Rufino, essa queda é uma tendência que deve continuar nos próximos reajustes, principalmente para as empresas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

No caso da CPFL, as quedas são de 30,22% para o consumidor industrial e de 19,47% para o residencial. Na Bandeirante, as tarifas cairão 28,64% e 19,52%, respectivamente. Na Celg, de 10,77% e 8,83%.

De acordo com o economista Luiz Castelli, da GO Associados, o corte nas tarifas de energia, principalmente nas distribuidoras paulistas, deve ter impacto direto na inflação e é mais um fator a ser levado em conta na balança do corte da taxa de juros pelo Banco Central. Como São Paulo responde por cerca de um terço do IPCA, e a energia elétrica tem peso de 3,5% no índice, o economista projeta que o impacto dessa redução pode chegar a 0,23 ponto porcentual na inflação. “Com isso, é possível que a inflação do ano fique abaixo de 7%”, diz.

Itaipu. Um dos principais motivos que explicam a redução da energia é o custo da energia de Itaipu. A tarifa da hidrelétrica caiu 32% em relação ao ano passado, em dólar. Somado a isso, a moeda americana também sofreu desvalorização em relação ao real na comparação com 2015, o que também influencia o preço. De acordo com Rufino, esse efeito está mais forte no segundo semestre. Entre as empresas que vão passar por reajuste até o fim do ano estão as distribuidoras CEEE, no Rio Grande do Sul, e a Light, no Rio.

Outro fator que contribuiu para os reajustes negativos é o volume de subsídios pagos por meio da conta de luz, como os gastos com o Luz para Todos e a Tarifa Social da Baixa Renda. Embora o custo dos programas sociais tenha atingido quase R$ 13 bilhões neste ano, ele ficou 31,5% menor que o de 2015. 

Os consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste são os maiores beneficiários, pois a usina de Itaipu não fornece energia para o Norte e o Nordeste. Além disso, cerca de 80% do total dos subsídios são pagos pelos clientes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Apesar disso as contas da CEB, que atende o Distrito Federal, terão alta de 4,62% para as indústrias e de 1,04% para as residências. Uma das explicações da Aneel é que a empresa fez investimentos elevados, item que aumenta a tarifa de energia.

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