Aneel vai emprestar fiscais para SP monitorar empresas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) vai emprestar quatro fiscais terceirizados para reforçar a equipe de fiscalização da Arsesp (agência paulista de energia e saneamento), em São Paulo. Também decidiu autorizar a contratação de sete novos funcionários para monitorar as empresas de distribuição de eletricidade no Estado.

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2011 | 00h00

As medidas fazem parte de um plano de ampliação de convênios com as agências estaduais e foram definidas ontem, na capital paulista, durante reunião que contou com a presença do diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, e o secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal. O objetivo é reverter o quadro de deterioração da qualidade da energia elétrica entregue aos consumidores paulistas. Um dos focos será a AES Eletropaulo, maior distribuidora do País, com 6,1 milhões de clientes.

"A empresa anunciou que vai ampliar os investimentos na sua área de concessão. Precisamos de mais gente para fiscalizar isso", afirmou Aníbal, que garante que continuará no calcanhar da distribuidora até os índices melhorarem - na média, os clientes da empresa ficam 10 horas sem energia por ano.

Ele comenta que na semana retrasada a ruptura de um fio na rede da Eletropaulo deixou os moradores do Ibirapuera e Pinheiros das 2h40 às 10h40 da manhã sem luz. "Na semana passada a ruptura de outro fio matou uma pessoa e deixou outra ferida em São Paulo. Isso é rede envelhecida, falta de manutenção."

Nelson Hubner, da Aneel, disse ainda que a ampliação do convênio com a Arsesp representará um aumento de 50% no volume de recursos liberado para a agência: sairá de R$ 2 milhões para R$ 3 milhões. "No ano que vem, vamos mudar a forma de liberar recursos para a agência. Tudo será feito conforme a demanda." Ele explica que primeiro será feito um plano de ação com todas as medidas necessárias para a fiscalização das concessões. "Depois liberamos os recursos."

Hubner comenta que a Arsesp reivindicou mais fiscais para fazer todo o trabalho. Mas a Aneel só autorizou os 11 trabalhadores, que vão se juntar aos atuais 16 fiscais.

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