Aneel volta a adiar prazo para pagamento de distribuidoras

Governo ainda não conseguiu fechar o terceiro empréstimo para pagamento das despesas com energia em 2014

BRASÍLIA, , O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2015 | 02h07

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou novamente o prazo para que as distribuidoras de eletricidade paguem suas despesas com compra de energia feitas no ano passado. O motivo é que o governo ainda não conseguiu fechar o terceiro empréstimo para as distribuidoras.

A fatura relativa ao mês de novembro vencia em 13 de janeiro e já havia sido adiada para o dia 30. A conta de dezembro vencia em 9 de fevereiro. Agora, a Aneel adiouas duas faturas para "até 31 de março".

Para resolver o problema, o governo começou a negociar um novo financiamento com os bancos públicos. A estimativa da Aneel é que sejam necessários R$ 2,6 bilhões. O tempo para fechar essa operação, porém, foi considerado pequeno. Mais de 2 mil empresas estão sem receber pela energia que já venderam. A dívida, porém, será corrigida pela variação da Selic.

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, disse que a liquidação poderá ser antecipada caso o empréstimo seja viabilizado antes dessa data. "Se a captação ocorrer antes, a gente liquida antes", afirmou. Segundo ele, as negociações para fechar o financiamento não são simples. "Ainda que não esteja totalmente resolvida, é essa a solução que está sinalizada."

No ano passado, um consórcio de bancos públicos e privados emprestou R$ 17,8 bilhões para as distribuidoras. Os valores serão pagos por meio de aumentos na conta de luz, que começam a ser repassados ao consumidor já neste ano. Ainda que não aportem recursos na terceira parcela, todos os bancos que já integraram o grupo precisam dar aval à operação.

CDE. O diretor da Aneel, Tiago de Barros Correia, disse que os custos do fundo do setor elétrico que banca programas sociais serão menores que os inicialmente previstos. Ele não adiantou valores, mas informou que uma revisão nos gastos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) resultaram em uma conta "significativamente menor" que R$ 23 bilhões inicialmente estimados.

Com isso, o repasse dessa despesa para a conta de luz também será menor. "Os custos da ordem de R$ 23 bilhões não se materializaram", afirmou o diretor. Os novos valores serão apresentados na próxima terça-feira, 3 de fevereiro.

Apaguinhos. A Aneel vai convocar as empresas para explicar as razões dos "apaguinhos" que atingiram diversas regiões do País nos últimos dias. Segundo ele, as distribuidoras que serão alvo da fiscalização serão as que apresentaram um grande aumento no índice de reclamações dos consumidores. / A.W.

Tudo o que sabemos sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.