Anef: redução de juros não será significativa

Mesmo com uma eventual nova redução da Selic (taxa básica de juros da economia) pelo Banco Central amanhã, as taxas praticadas pelos bancos das montadoras não devem apresentar quedas significativas este ano. A estimativa é da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef). "O espaço para grandes alterações já não existe mais", afirmou o presidente da entidade, Fernando Mascarenhas, durante a apresentação dos resultados do setor no ano 2000, hoje, em São Paulo. Segundo ele, as instituições ligadas às montadoras podem praticar "reduções discretas" em 2001, situando as taxas de juros um pouco abaixo da média atual, de 1,90% ao mês, o equivalente a 25,3% ao ano. No final de 1999, a taxa mensal para financiamento e leasing de veículos era de 2,36% em média, o equivalente a 32,3% ao ano. A taxa Selic, que hoje é de 15,25% ao ano, estava em 19% no final de 99. "Enquanto a queda na Selic foi de 3,3 ponto percentual entre dezembro de 99 e dezembro de 2000, nossas taxas caíram 7 pontos", disse Mascarenhas. O diretor do Banco Volkswagen, Marcos Vinícius Moya, ressaltou que não se deve fazer uma ligação direta entre as taxas dos bancos filiados à Anef com a Selic, que não é o único componente dos juros do setor. "As taxas do setor são influenciadas muito mais pela competição do mercado", disse. De acordo com o diretor do Banco Fiat, Flávio Croppo, mais determinante que uma queda na Selic para os bancos das montadoras seria uma redução do compulsório, efetuado pelo BC sobre os depósitos à vista de instituições, que atualmente é de 45%. Mascarenhas ressaltou que as taxas atuais representam as mais baixas já praticadas pelos ancos das montadoras. "São as melhores condições que já vivenciamos", afirmou.

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