Coluna

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Anefac: elevação da Selic terá impacto pequeno

A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac, diz que a elevação da taxa básica de juros de 16,75% para 18,25% ao ano terá um efeito direto muito pequeno nas operações de crédito, principalmente nas operações de pessoas físicas. No período entre março de 1999 e maio de 2001, sem considerar esta última elevação da taxa Selic, o Banco Central reduziu a taxa de 45,00% para 16,75% ao ano, uma queda de 62,78%. Entretanto, as taxas cobradas na ponta foram reduzidas na média somente em 41,74%, demonstrando que nem todas as reduções promovidas na taxa Selic chegaram efetivamente ao consumidor.Mas a recente alta da Selic para os juros do mercado pode provocar uma redução nas vendas devido a uma maior insegurança dos consumidores com os rumos da economia e de seus empregos. Também contribuiria para a queda nas vendas o próprio encurtamento dos prazos de financiamento, que aumenta as prestações. Com isso, reduz-se o poder de compra dos consumidores, principalmente da população de menor renda, que mais utiliza os crediários de prazos maiores.Outra conseqüência negativa da alta da Selic é que, no ano passado, dada a queda na taxa básica de juros, as instituições financeiras acabaram ampliando o volume de crédito ao consumidor. Esse fato gerou uma concorrência maior no sistema pela disputa do cliente, pressionando para baixo as taxas de juros. Agora, a tendência pode ser interrompida, com o retorno de parte dos recursos das instituições financeiras a aplicação em títulos públicos, as quais apresentam pouco risco.Nesse contexto de juros mais altos, o consumidor deve ser ainda mais exigente, comparando o valor total dos bens que deseja adquirir, o valor das prestações em cada plano e as taxas de juros praticadas. A pesquisa de preços é fundamental. Na verdade, o mais recomendável num país como o Brasil, em que as taxas são muito elevadas, é poupar e ter seu capital remunerado, e depois comprar à vista, o que rende até um bom desconto para quem pechinchar. Veja mais dicas de consumo no link abaixo.Veja abaixo a relação das taxas médias praticadas pelo mercado para a pessoa física.Linha de créditoTaxas AtuaisNovas TaxasVariação MêsAnoMêsAno Juros comércio6,85%121,46%6,96%124,21%1,61%Cartão de crédito 10,25%222,51%10,36%226,39%1,07%Cheque especial9,49%196,82%9,60%200,42%1,16%CDC bancos4,03%60,66%4,14%62,71%2,73%Empréstimo pessoal bancos4,78%75,12%4,89%77,34%2,30%Empréstimo pessoal financeiras11,10%253,65%11,21%257,87%0,99%TAXA MÉDIA7,75%144,91%7,86%147,93%1,42%

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