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Anefac: taxa de juros para pessoa física é a menor em 20 meses

Das seis linhas de crédito pesquisadas, o cheque especial teve a redução mais expressiva no mês de julho

AE,

12 de agosto de 2009 | 12h16

A redução da taxa básica de juros (Selic) e a melhora no cenário econômico colaboraram para que as taxas de juros das operações de crédito caíssem pelo sexto mês consecutivo, mostrou pesquisa divulgada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). O estudo revelou que a taxa de juros média para pessoa física atingiu o menor patamar desde dezembro de 2007.

 

A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma redução de 7,26% ao mês (131,87% ao ano) em junho deste ano para 7,21% ao mês (130,58% ao ano) em julho. Apenas as taxas de juros do cartão de crédito não sofreram alteração, das seis linhas de créditos pesquisadas pela Anefac.

 

A queda mais expressiva das taxas de juros para pessoa física foi nas praticadas no cheque especial. No mês de junho, a taxa imposta era de 7,54% ao mês (139,24% ao ano) e passou para 7,44% ao mês (136,59% ao ano) em julho, registrando uma redução de 1,33%.

 

"A pesquisa deste mês demonstra o retorno das condições de crédito anteriores à crise em setembro do ano passado, tanto no alongamento dos prazos dos financiamentos bem como na redução dos juros das operações de crédito. Em nossa opinião tendo em vista os fatores abaixo, as taxas de juros das operações de crédito bem como as condições de crédito deverão melhorar neste segundo semestre", comentou Miguel José Ribeiro de Oliveira, coordenador da pesquisa e vice-presidente da Anefac.

 

Oliveira destacou que o consumidor brasileiro vai conviver daqui para frente com uma situação nova: reduções dos juros das operações de crédito em patamares superiores às quedas da taxa básica de juros. "Durante muito tempo os consumidores conviveram com reduções das taxas de juros em patamares inferiores às quedas ocorridas na Selic. Em vários momentos inclusive houveram quedas da Selic e aumento dos juros ao consumidor. Mas daqui para frente deveremos ter reduções das taxas de juros seja para produção (pessoa jurídica) como para consumo (pessoa física) em patamares superiores às quedas da Selic. Deveremos inclusive ter períodos em que a Selic vai ficar inalterada e as taxas de juros das operações de crédito vão ser reduzidas", disse o coordenador da pesquisa.

 

No estudo das linhas de crédito para pessoa jurídica, a associação apontou queda da taxa em todas elas. A taxa de juros média passou de 4,12% (62,33% ao ano) em junho deste ano para 4,06% (61,22% ao ano) em julho. A queda da taxa também foi a maior desde dezembro de 2007 para pessoa jurídica.

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