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Anfavea admite dificuldade em atingir projeção de vendas

Presidente da associação diz que vender 3 milhões de veículos ficou mais difícil, mas não revê estimativa

Célia Froufe, da Agência Estado,

25 de novembro de 2008 | 14h09

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, admitiu nesta terça-feira, 25, que existe uma "certa dificuldade" para o setor vender 3 milhões de unidades este ano, conforme previa a entidade até hoje. Ele evitou, no entanto, fazer uma nova projeção para a comercialização de automóveis no período. "Vamos conversar sobre isso no próximo dia 4", disse ele, referindo-se a divulgação mensal dos resultados do setor feita pela Anfavea. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Para Schneider, as linhas de crédito para financiamento de veículos ofertadas recentemente pelo Banco do Brasil e a Nossa Caixa - no total de R$ 8 bilhões - são uma medida positiva, mas seu resultado não é automático. "Isso é bom, mas demora um pouco até chegar ao varejo", avaliou o executivo. Para ele, no entanto, estas linhas auxiliarão na recuperação da média de vendas de outubro, já ao final deste mês. A recuperação dos dados de setembro (também médias de vendas), deve ser vista somente próxima quinzena, conforme o dirigente. "De qualquer forma, o consumidor que for às lojas, já encontra o crédito a taxas mais convidativas, além de algumas promoções', disse. Atualmente, segundo o presidente da Anfavea, 75% das vendas de automóveis no País são feitas via financiamento. Apesar de elevado, destacou Schneider, o porcentual é ainda inferior ao de vários países do mundo, que chega próximo a 100%. "Para nós, o crédito é fundamental", afirmou Schneider. Ele destacou que, do ponto de vista do comprador, a percepção da crise afeta o apetite por consumo. De acordo com Schneider, a média mensal de veículos licenciados este ano é de 11 mil unidades, mas encontra-se hoje pouco abaixo de 9 mil. O executivo admitiu que houve uma queda nas exportações, causada pela crise, e citou o México, a Venezuela, a África do Sul e a Argentina como os países onde as vendas de carros do Brasil foram mais afetadas. "As exportações são um desafio importante. Há muitas interrogações a respeito da estabilidade do câmbio, pois não sabemos qual é a taxa de equilíbrio", afirmou, ressaltando que atualmente entre os países vendedores e compradores se assume uma cotação do dólar para as vendas externas. Mas Schneider destacou que os investimentos diretos para o setor no País anunciados para o período de 2008 a 2011 foram todos confirmados até agora e devem somar US$ 23 bilhões. O dirigente participou hoje em São Paulo do Seminário "o Brasil a Crise Internacional: Prioridades para a ação", realizado pela Câmara Americana de Comércio (Ancham)

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