Anfavea diz que é não possível prever demissões

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Rogelio Golfarb, afirmou ser "difícil" fazer "previsões" sobre a manutenção do nível de emprego nas montadoras instaladas no país, já que isso depende da política macroeconômica. Ele evitou comentar as ameaças de demissões em massa na Volkswagen do Brasil. "A questão de empresas tem de ser discutida com as empresas, pois cada uma tem a sua estratégia, e a elas cabe decidir como fazer as suas negociações", observou.De acordo com a carta de desempenho da indústria automobilística divulgada pela entidade, o nível de emprego no setor nos quatro primeiros meses do ano oscilou negativamente em 0,3%, com a redução de 319 postos de trabalho. As demissões são mais sensíveis entre as empresas de máquinas equipamentos agrícolas, em que houve queda de 1,8%, com um saldo de 235 postos de trabalho fechados. Segundo a Radiobrás, na área de produção de veículos de passeio, houve redução de 84 empregos, com variação negativa de 0,1%. Golfarb lembrou que o Brasil trabalha com nível de ociosidade acima da média mundial, com 30% contra 28% do mercado internacional. "Temos ainda uma capacidade ociosa grande e que deve ser vista não como um problema, mas como uma oportunidade de crescer", ponderou.

Agencia Estado,

07 de maio de 2006 | 07h45

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