Toyota/Divulgação
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Anfavea prevê alta de 9,4% na produção de veículos em 2022, ainda abaixo do nível pré-pandemia

Associação considera ainda um aumento de 8,5% nas vendas e de 3,6% nas exporações de veículos em 2022

Bárbara Nascimento e Eduardo Laguno, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2022 | 12h04

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) prevê um crescimento de 9,4% na produção de automóveis leves e pesados em 2022. Segundo dados apresentados nesta sexta, 7, a entidade estima que 2,46 milhões de veículos serão produzidos neste ano, abaixo ainda do nível pré-pandemia. Em 2019, a produção era de 2,9 milhões.

Do total de automóveis produzidos neste ano, 2,26 milhões seriam carros leves, alta de 9,5% antes 2021. O presidente da associação, Luiz Carlos Moraes, afirma que a projeção considera que o problema atual que afeta as cadeias de produção, uma escassez global de semicondutores, deve afetar o setor intensamente ao menos no primeiro semestre deste ano, e iniciará uma trajetória de melhora gradual ao longo de 2022 e dos próximos anos. Além disso, Moraes vê problmeas também do lado da demanda.

"É uma previsão de crescimento moderado, enfrentando restrições de ofertas de insumos, principalmente no primeiro semestre, mas também algumas questões de demana, com taxa de juros bastante alta e problemas no emprego", diz.

Previsão de aumento nas vendas

A Anfavea considera ainda um aumento de 8,5% nas vendas e de 3,6% nas exporações de veículos em 2022. Em dados divulgados ontem, 6, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) afirmou esperar um crescimento de 4,6% das vendas de veículos neste ano.

As projeções da Anfavea consideram um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,5% em 2022, um desempenho positivo do agronegócio puxando a venda de veículos pesados, inflação acima da meta, taxa Selic em 11% e câmbio na casa dos R$ 5,50.

Moraes listou como desafios de 2022 o fato de ser um ano eleitoral; equilíbrio fiscal; aumento de custos com câmbio, juros e carga tributária; fragilidade do mercado de trabalho; questões logísticas e de oferta de insumos; e possível extensão da crise sanitária com a possibilidade de surgimento de novas variantes de covid-19.

 

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