Anfavea prevê demora em acordo emergencial para automóveis

A realização de um acordo emergencial para estimular a venda de automóveis ainda está longe. É o que diz a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em comunicado oficial, a entidade afirma que encaminhou um documento às autoridades, mas que as discussões entre a cadeia automotiva são incipientes. "Dada a complexidade do tema, que envolve vários segmentos e exige detalhamento técnico, as futuras reuniões deverão alongar-se por prazo indeterminado; não se pode assegurar hoje nenhuma informação sobre os termos finais e a efetiva concretização desse acordo", diz a Anfavea. O governo federal, porém, tem dado sinais de que o pacote emergencial para ajudar o setor automotivo não está tão longe assim. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, tem sido o principal interlocutor do governo com o setor, que vive hoje uma das piores crises de venda da história e trabalha com ociosidade média de 45% nas fábricas. Segundo Furlan, o governo estuda a possibilidade de lançar um pacote para o setor automotivo ainda este mês, podendo reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para desovar os carros populares. O presidente da Volkswagen do Brasil, Paul Fleming, esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva há poucos dias e afirmou hoje que não há nenhuma decisão confirmada a respeito de um plano para melhorar as vendas de automóveis e tampouco sobre a redução de impostos. Fleming é, obviamente, favorável à redução de juros e impostos e ressaltou que o setor precisa de "uma ação rápida". Caminhões Já o projeto para incentivar a venda de caminhões, o Modercarga, está bem avançado, mas não concluído, segundo a Anfavea. O presidente Lula quer anunciar pessoalmente o Modercarga, que prevê a liberação de R$ 2,5 bilhões em recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a renovação da frota. Segundo a Anfavea, ainda há impasse em relação a contrapartidas reivindicadas por entidades sindicais de trabalhadores. Fleming lembrou que projetos de incentivos como este costumam mesmo ser demorados. "Demoramos mais de um ano negociando um plano para os caminhões; não podemos saber quanto tempo vão levar as negociações para incentivar a renovação da frota de outros veículos", disse.

Agencia Estado,

10 Julho 2003 | 17h38

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