Anfavea reage ao fim do desconto na alíquota de importação

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) vai solicitar ao governo a manutenção do desconto de 40% sobre as alíquotas de importação de autopeças. Desde a semana passada o benefício, que vigorava desde 2001, foi suspenso por decisão da Receita Federal. Segundo a entidade, isso provocará aumento de custo da produção de veículos destinados ao mercado interno.A tarifa de importação de peças voltou para os porcentuais de 14% a 18%. Em nota divulgada hoje, a Anfavea considerou a retirada do desconto "uma mudança repentina e sem aviso, que terá impacto nas montadoras e nas empresas de autopeças, por representar uma nova pressão de custos afetando a competitividade do setor."A entidade informou ainda que alterações sem prazo para adaptação geram insegurança para as empresas, prejudicando os esforços de atração de novos investimentos para o setor. "A indústria automobilística nacional realiza permanentes investimentos para elevar os índices de nacionalização de seus produtos e as importações de peças concentram-se basicamente em itens não produzidos no País por questão de escala de produção", informou a nota.No domingo, o presidente da Anfavea, Rogelio Golfarb, comentou o assunto com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, durante a cerimônia de abertura da Salão Internacional do Transporte (Fenatran), no Anhembi, em São Paulo . O ministro, segundo ele, ficou de analisar a situação, mas não deu retorno. "Já estamos pagando 40% mais caro pelas importações", disse Golfarb.

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