Anfavea: setor não vai absorver eventual reajuste do aço

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirmou nesta quarta-feira, 28, que o setor não tem como absorver um eventual reajuste de 10% no preço do aço. Segundo ele, as empresas terão que fazer um longo processo de negociação com os fornecedores e com as siderúrgicas para evitar um aumento de custo.

RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

28 de agosto de 2013 | 13h41

De acordo com Moan, há uma relação madura entre montadoras e seus fornecedores e que a política adotada é a de ganho em toda a cadeia. Ele afirmou também que o setor não enxerga espaço para eventual repasse para o preço final do automóvel ao consumidor. Segundo ele, o mercado brasileiro é um dos mais competitivos do mundo e, por isso, as empresas têm dificuldade em aumentar preço. Apesar disso, o executivo disse que não há um pedido do setor para que o governo reduza o imposto de importação para produtos siderúrgicos.

Moan afirmou ainda que as vendas e a produção no setor estão crescendo. Ele acredita que agosto terá um bom desempenho, embora a base de comparação seja elevada porque agosto de 2012 foi recorde histórico de vendas. "Em termos de volume, estamos bem, embora em termos relativos possa ter uma queda", disse.

Ele informou que, na próxima entrevista coletiva para divulgar o resultado de agosto, deve ser elevada a projeção da Anfavea de aumento das vendas e produção de veículos para este ano.

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