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Anfavea: venda caiu por antecipação de compra em março

A redução das vendas de veículos em abril foi provocada pela antecipação das compras em março, quando os consumidores esperavam que acabasse o período de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O benefício fiscal foi estendido pelo governo até o final de junho. O recuo no número de dias úteis (de 22 dias em março para 20 dias em abril) também teve um impacto negativo sobre as vendas, segundo o presidente da entidade, Jackson Schneider.

NATALIA GÓMEZ, Agencia Estado

08 de maio de 2009 | 17h37

Em abril, as vendas de veículos novos no mercado brasileiro caíram 13,7% ante março, somando 234,4 mil veículos. A média diária de vendas teve uma retração de 5%. Na comparação com abril de 2008, as vendas cederam 10,3%. Mesmo com estes resultados, a Anfavea manteve suas projeções para o mercado neste ano, divulgadas em março. A expectativa é de que as vendas de veículos novos no mercado doméstico sejam 3,9% menores ante 2008, totalizando 2,71 milhões de unidades. As vendas de máquinas agrícolas devem cair 13,8% no ano, para 47 mil unidades.

O presidente da Anfavea informou que sua projeção não contempla uma prorrogação do beneficio do IPI, que reduz os preços dos automóveis em 5% a 7%. "Não temos expectativa de que o incentivo vai continuar após junho", disse. Schneider destacou que o desempenho no acumulado do ano ficou praticamente em linha com o mesmo período do ano passado, quando a indústria bateu recordes. As vendas caíram 0,7% no período entre janeiro e abril deste ano em comparação com o mesmo intervalo do ano passado, o que ele avalia como um bom resultado. O executivo espera uma expansão do crédito neste ano, o que deve impulsionar o setor. "Os bancos pequenos e médios estão retomando atividades depois do incentivo dado pelo Banco Central", disse.

Hoje, o presidente da Anfavea teve uma reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e outros representantes da cadeia automotiva para discutir a redução da demanda do mercado externo, que é uma das principais preocupações do setor. Nos quatro primeiros meses do ano, as exportações de veículos e máquinas agrícolas cederam 52% para US$ 2,4 bilhões. Em unidades, a queda foi de 50,3% para 123,1 mil unidades.

Para Schneider, a retração do mercado externo é responsável pelas demissões no setor, que reduziu seus quadros de pessoal em 4,1% em abril ante o mesmo mês do ano passado e 1,1% sobre março. Em entrevista à imprensa realizada esta tarde, ele informou que os estoques de veículos somaram 203.930 unidades em abril, equivalente a 26 dias de vendas. Em março, os estoques eram de 165.460 unidades, ou 18 dias de vendas.

Entre os dados mais fracos do setor automotivo está o segmento de caminhões, com queda de 20,7% nas vendas no acumulado do ano ante o mesmo intervalo do ano passado, para 31.366 unidades. Em abril, as vendas somaram 8.171 unidades, queda de 13% ante março e de 20,6% sobre abril de 2008.

As vendas de ônibus recuaram 24,6% no acumulado do ano em relação ao mesmo intervalo do ano passado, para 7.310 unidades. Em abril, as vendas foram de 1.884 unidades, queda de 2,3% ante março e de 29,1% sobre abril de 2008.

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