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Anglo American adia projetos no País

Empreendimentos foram adiados por um ano devido à crise global

Daniele Carvalho, O Estadao de S.Paulo

14 de maio de 2009 | 00h00

A crise e a forte queda no preço das commodities frearam o ritmo dos projetos da Anglo American no Brasil. À espera de uma retomada na demanda internacional, a empresa toca em ritmo lento o projeto de minério de ferro Minas-Rio - adquirido por R$ 5,5 bilhões da MMX, de Eike Batista - e de níquel de Barro Alto (GO). Ambos os empreendimentos tiveram a data de início das operações atrasadas em um ano, passando, respectivamente, para 2012 e 2011. "Já não existe mais a ansiedade que marcou o ritmo de execução de projetos nos últimos anos. Podemos desenvolver o empreendimento com calma e entrar com a oferta da produção em um momento em que o mercado deve estar recuperado", diz Rick Waddell, principal executivo da Anglo Ferrous, divisão da mineradora que desenvolve o projeto Minas-Rio. O Minas-Rio foi adquirido pela Anglo em fevereiro do ano passado. Na época, a palavra de ordem era acelerar, ao máximo, a construção do empreendimento, que deveria atender seus primeiros clientes no final de 2010. Àquela altura, o minério chegou a bater a marca de US$ 200 a tonelada, cotação que despencou hoje, para US$ 60 a tonelada. A complexidade do empreendimento acabou trabalhando a favor do atraso. Waddell conta que a Anglo Ferrous levou mais tempo do que esperava para obter as licenças ambientais necessárias à construção do projeto, que tem como espinha dorsal um extenso mineroduto que liga as minas produtoras de Minas Gerais ao Porto do Açu, no Norte Fluminense. O mesmo compasso de espera foi imposto para o desenvolvimento do projeto de Barro Alto, localizado em Barrolândia (GO). A mineradora estimava para o final de 2010 o início da operação da planta, que terá capacidade para 36 mil toneladas de níquel por ano. "Não desistimos do empreendimento, muito pelo contrário. Mas achamos mais estratégico postergar o início das operações para um período em que a demanda internacional por níquel possa absorver a produção da unidade", diz o presidente da Anglo American Brasil, Walter de Simoni.

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