Anglo American diz que não está pronta para grande fusão

A Anglo American já avaliou possíveisfusões em meio à onda de consolidação no setor de mineração,mas não achou nada que pudesse agregar valor aos acionistas,disse a CEO Cynthia Carroll na quarta-feira. "Acredito que haverá provavelmente consolidação no futuro",disse Carroll durante uma sessão de perguntas depois de umdiscurso na London's Royal Institute of International Affairs. Respondendo a uma pergunta sobre o fato da China terparticipação em concorrentes como a Rio Tinto e asespeculações de que a brasileira Vale pode estar interessada emcomprar a Anglo, ela disse: "Estamos constantemente nos informando, nos atualizando,estamos constantemente avaliando o que significa serindependente, que potencial de valor está embutido na Anglo. "Até agora não estabelecemos o que é certo para agregarvalor para acionistas, mas estamos abertos para negociações,somos flexíveis, estamos sempre nos informando. "Não espero que sejamos engolidos pelos chineses amanhã. Euacho que há muitos rumores, começando primeiramente com osnossos amigos do Brasil, mas somos bem claros sobre nossasexpectativas e realmente logo iremos criar valor paraacionistas." Especulações da imprensa classificam a Anglo como umpossível alvo de compra da Vale, que cancelou negociações emmarço sobre uma possível aquisição da Xstrata . A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, dissena semana passada que venderia até 15 bilhões de dólares emações para ajudar a financiar a expansão de suas atuaisoperações aquisições em potencial, mas negou conversas defusão. Jornais disseram que a Vale estava considerando umaproposta pela Anglo, pela norte-americana Freeport-McMoranCopper e Gold ou pela Alcoa, gigante do alumínionorte-americana. Em fevereiro, o grupo estatal chinês Chinalco se juntou àAlcoa para comprar uma participação de 9 por cento da RioTinto. Jornais também disseram que a China ainda quer umaparticipação na BHP Billiton, que lançou uma proposta deaquisição de 170 bilhões de dólares pela Rio. O Banco Estatal do Desenvolvimento da China financiou umacompra, em novembro de 2006, de 1,1 por cento da Anglo pelaChina Vision Resources, o grupo de investimentos do bilionáriochinês Larry Yung. (Reportagem de Eric Onstad)

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