Angola e Moçambique buscam apoio do BNDES

Os governos de Angola e Moçambique enviaram representantes ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em busca de informações sobre a tecnologia brasileira de etanol. Isso comprova que o interesse de países africanos não se restringe a Gana. As missões governamentais procuram dados sobre condições de financiamento para importação de equipamentos e tecnologia para a construção de usinas de produção de etanol.O BNDES tem em carteira 62 operações de financiamento de projetos de etanol. São todas no Brasil, pois ainda não há projeto de exportação formalizado na área. Desse total, já foram contratadas 19 no valor de R$ 1,7 bilhão que apóiam investimentos de R$ 2,2 bilhões. Estão aprovadas mais 17 com financiamentos de R$ 1,9 bilhão para investimentos de R$ 2,5 bilhões. O restante está em análise.Anteontem, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à África, foi acertado que o banco financiará a produção de etanol naquele continente, até mesmo com projeto para Gana exportar para a Suécia, país europeu que mais consome o produto. O projeto para Gana ainda não está na área técnica do BNDES responsável pelo comércio exterior. Seria o primeiro para aquele país.Moçambique também não tem financiamento do banco. No caso de Angola, a instituição já concedeu uma linha de crédito de US$ 1 bilhão em novembro e ofereceu outra, também de US$ 1 bilhão.Há três dezenas de operações de financiamento do BNDES para aquele país. Cerca de metade dos projetos é para financiar a construção de rodovias por construtoras brasileiras como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Há também financiamentos para bens e serviços diversos como a construção da Hidrelétrica de Capanga, centros de pesquisa e tecnologia, equipamentos agrícolas e para o Corpo de Bombeiros.

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