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Anhanguera aposta em curso 100% online

A Anhanguera Educacional espera uma aceleração de seus resultados em 2014, enquanto aguarda a aprovação de sua fusão com a Kroton no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A rede de ensino privado, que pretende captar de 10 mil a 15 mil alunos este ano, prevê um aumento de 15% na receita líquida em 2014.

REUTERS , O Estado de S.Paulo

18 de março de 2014 | 02h06

A empresa estima que projetos como o novo modelo de ensino à distância, com aulas uma vez por semana e cursos 100% online possam ajudar nestes resultados, inclusive no incremento da margem bruta. Esses cursos que devem representar 10% da receita este ano.

A companhia aguarda, ainda, a aprovação de 223 polos este ano para o ensino à distância, que segundo o presidente executivo, Roberto Valério, devem estar operacionais "em algum momento de 2015", disse ele em teleconferência. A instituição também aposta no lançamento de cursos para concursos regionais.

Neste ano, a adesão da companhia ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do governo federal, também deve impulsionar os resultados, mas não está incluída no cálculo para a projeção de resultados em 2014.

Valério mencionou que a companhia trabalha para reduzir a provisão para devedores duvidosos (PDD) e as despesas, itens que afetaram diretamente o lucro da companhia especialmente no quarto trimestre.

Ontem, a rede de ensino divulgou resultados referentes aos últimos três meses de 2013, em que o lucro recuou 84,4% na comparação anual e ficou abaixo das estimativas de analistas. "2013 não reflete o potencial de resultados da Anhanguera. 2014 vai ser um ano muito melhor, porque se tem uma estratégia muito definida de melhoria operacional", disse o executivo. O lucro foi de R$ 2,7 milhões, enquanto analistas previam um resultado de R$ 30,2 milhões. No ano, o lucro foi de R$ 125,4 milhões - recuo de 17,5% em relação a 2012.

Fusão. As melhorias operacionais esperadas pela Anhanguera vão se refletir na nova companhia gerada pela fusão com a Kroton, disse Valério. Segundo ele, a união das duas maiores empresas do setor, anunciada no ano passado, "segue avançando". O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) tem até junho para julgar o processo.

Em 2013, as despesas relacionadas com fusões e aquisições foram de cerca de R$ 3 milhões, enquanto para 2014 elas devem atingir R$ 20 milhões, segundo estimativas dos executivos da Anhanguera.

Nos últimos dias, circularam notícias sobre o suposto interesse da Kroton em renegociar os termos da associação que criará a maior empresa de educação do País em função da ampliação da diferença entre o valor das ações das duas companhias desde a celebração do acordo.

No fim de fevereiro, no entanto, as duas empresas informaram que todas as condições previstas na assinatura da fusão estavam mantidas.

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