Anima desfaz negócio bilionário com americana Whitney

Segundo a empresa, compra de duas universidades por R$ 1,14 bi foi desfeita por mudanças no Fies

O Estado de S.Paulo

23 Abril 2015 | 02h06

A Anima Educação vai desfazer o negócio bilionário com a americana Whitney University System anunciado em dezembro do ano passado. De acordo com o comunicado divulgado ontem, a decisão, comum às duas empresas, foi tomada por causa das mudanças impostas pelo governo federal, que afetaram "as premissas e perspectivas pelas quais foram negociadas as bases estruturais da operação".

A empresa se refere às novas regras do programa de financiamento estudantil, o Fies, que impuseram, entre outros pontos, notas mínimas para obtenção do benefício e um limite no total de novas vagas financiadas.

No dia 20 de dezembro - antes, portanto, das mudanças serem anunciadas pelo governo federal -, a Anima Educacional divulgou a aquisição da Universidade Veiga de Almeida (UVA), do Rio de Janeiro, e do Centro Universitário Jorge Amado (UniJorge), da Bahia, por R$ 1,14 bilhão. As duas instituições pertenciam à Whitney. Foi a maior aquisição no setor de educação do País entre as 14 que ocorreram no ano passado.

Com o negócio, a Anima - que já é dona da Universidade São Judas Tadeu e da Unimonte, em São Paulo, e da Una e da Uni-BH, em Minas Gerais - teria acesso a duas regiões em que não tinha nenhuma presença "Apesar do distrato, as partes decidiram promover um contrato de cooperação na área de ensino, a partir do qual a Whitney University System licenciará à Anima Educação os seus softwares de educação à distância e marketing", afirmou a empresa brasileira sem dar mais detalhes.

Além disso, as instituições controladas pela Anima Educação passarão a fazer parte da Rede Ilumno, que suportará sua internacionalização, acrescentou. Por conta do distrato, a Anima pagará R$ 46 milhões à Whitney - empresa com sede em Miami que opera no Brasil desde 2006. / AGÊNCIA ESTADO

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