FMU/Divulgação
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Ânima oficializa compra da Laureate por R$ 4,4 bilhões e vende marca FMU para fundo Farallon

Contrato foi assinado após acordo com a Ser Educacional, que também disputava os ativos do grupo americano no País

Ernani Fagundes, O Estado de S.Paulo

02 de novembro de 2020 | 15h16

A Ânima Educação assinou contrato com a americana Laureate para comprar os ativos do grupo no Brasil. O valor será de R$ 4,4 bilhões, sendo quase R$ 3,8 bilhões à vista. Depois de a aquisição quase virar uma disputa judicial com a Ser Educacional, do empresário pernambucano Janguiê Diniz, as partes chegaram a um acordo na semana passada. O contrato garante o pagamento de R$ 180 milhões à Ser relacionado às negociações. 

A Laureate preferiu a oferta da Ânima para receber uma fatia maior em dinheiro e conseguir sair rapidamente do Brasil, cumprindo o objetivo de seus acionistas. Ainda dentro do desenho da compra da Laureate, a Ânima concordou em vender 100% do capital da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) ao fundo de private equity (que compra participações em empresas) Farallon, por R$ 500 milhões. Esse acordo visa a facilitar a aprovação do negócio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)

Uma das principais razões para a disputa pelos ativos da Laureate foi o número proporcionalmente alto de alunos de medicina, que pagam valores mais altos de mensalidade. No total, são mais de 16,2 mil estudantes desse curso. Isso, disse a Ânima em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), fará da empresa um grupo “mais destacado” neste segmento disputado.

Embora tenha se desfeito da FMU, a Ânima informou que vai manter duas das outras marcas que pertenciam à Laureate: Anhembi Morumbi e São Judas, que são bastante conhecidas no mercado de São Paulo. “Ambas estão alinhadas com nossas visões de longo prazo e foco em medicina no Estado”, afirmou a companhia, em comunicado.

Em relação aos potenciais ganhos de eficiência com a aquisição dos ativos da Laureate, a Ânima destacou pontos como diluição de despesas corporativas e administrativas e a implementação de um ecossistema único para melhorar a eficiência dos docentes e a qualidade do ensino. A empresa ressaltou ainda que terá cortes de gastos com aluguéis, por meio de rescisões de contratos.

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