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Animação após Fed dura pouco e bolsas européias caem

Movimento segue reação contida das bolsas asiáticas e recuo dos índices futuros em Nova York

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

17 de dezembro de 2008 | 09h48

A animação dos mercados internacionais com a decisão surpreendente do Federal Reserve, na terça-feira, de cortar o juro de 1% para uma banda de zero a 0,25% durou pouco e as bolsas européias operam em queda nesta quarta. O movimento segue a reação mais contida das bolsas na Ásia e o recuo dos índices futuros das Bolsas de Nova York, depois de o índice Dow Jones ter subido 4,2% ontem.  Veja também:Com corte de juros nos EUA, bolsas asiáticas sobemDesemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   Segundo operadores, depois do impulso inicial nas bolsas em reação ao Fed, os investidores começam a avaliar as razões por trás da decisão, como a fraqueza da economia. O setor bancário é um dos destaques de queda, depois que o BNP Paribas divulgou fortes perdas na unidade CIB. Às 9h42 (de Brasília), a Bolsa de Paris recuava 0,66% e Frankfurt operava em queda de 0,64%. A exceção era Londres que, após a divulgação da ata da última reunião do Banco da Inglaterra, subia 0,16%. As ações do BNP Paribas recuavam 15,36%. O banco informou ontem à noite que a unidade de banco de investimento e corporativo registrou um prejuízo antes de tributos de 710 milhões de euros (US$ 1 bilhão) nos primeiros 11 meses do ano. O grupo disse que considera cortar cerca de 5% dos empregos da unidade no mundo e tomará outras medidas, incluindo reduzir o risco de mercado e estoques de bônus. Na esteira, outros bancos também perdiam, com HSBC Holdings em baixa de 5,87% e Deutsche Bank em recuo de 6,84%. Os bônus de governo na Europa operam em alta, impulsionados pelo corte de juro do Fed para nível recorde de baixa e pelo comentário da autoridade monetária norte-americana de que os juros baixos permanecerão assim por algum tempo. Segundo analistas do WestLB, os bônus europeus mais longos se beneficiam da queda no rendimento dos Treasuries norte-americanos, enquanto os mais curtos refletem especulação de um corte mais agressivo pelo Banco Central Europeu. Nos mercados de câmbio, o euro sobe ante o dólar em relação ao fechamento de Nova York, uma vez que a decisão do Fed derruba a moeda norte-americana, que ficou com rendimento menor.

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