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Ânimo com EUA leva Bovespa para perto da máxima em 8 meses

Novos sinais positivos da economia norte-americana fizeram o otimismo voltar com toda força na Bovespa, zerando com sobras as perdas da semana anterior para voltar próximo aos níveis de setembro.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

18 de maio de 2009 | 18h19

Com uma escalada de 5,01 por cento, o Ibovespa alcançou os 51.463 pontos, em meio à disparada dos mercados internacionais de ações e de commodities.

Com impulso dos 2,48 bilhões de reais do exercício de opções, o giro financeiro da sessão bateu em 7,86 bilhões de reais, o segundo maior do ano.

Depois de uma semana embolsando os ganhos acumulados ao longo dos últimos dois meses, os investidores viram em dados econômicos alentadores e em declarações de autoridades motivos para voltar agressivamente para a ponta compradora.

"O dia foi repleto de notícias animadoras, que trouxe o fluxo de compras de volta", disse Nicholas Barbarisi, sócio e diretor de operações da Hera Investment.

Um dos motes foi a afirmação do secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, de que a economia do país está se estabilizando. A isso juntaram-se a divulgação de um índice sobre o setor imobiliário no país, que atingiu o maior nível em oito meses, e a notícia de que a rede de materiais para construção Lowe teve resultado trimestral acima das expectativas.

Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones teve alta de 2,85 por cento. O otimismo se espalhou para os mercados de commodities, produzindo uma disparada de quase 5 por cento na cotação do barril do petróleo, que fechou acima de 59 dólares.

Na bolsa doméstica, concluída a disputa pelos contratos de opções, às 13h, investidores que haviam ficado de fora nos últimos dias justamente para fugir da volatilidade comum às vésperas do exercício, voltaram com ordens maciças de compras.

Diante dessa combinação favorável, a ação preferencial da Petrobras cresceu 4,5 por cento, para 32,71 reais. A preferencial da Vale foi ainda mais longe, disparando 6,3 por cento, para 33,13 reais.

Com menor peso no índice, companhias ligadas ao mercado doméstico deram uma guinada. No setor varejista, Lojas Renner se valorizou em 11,7 por cento, cotada a 23,93 reais. B2W, dona das redes de varejo eletrônico Submarino e Lojas Americanas, ganhou 11,3 por cento, a 39,06 reais.

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