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Anne Krueger e Singh fazem nova visita ao Brasil

A vice-diretora-geral do FMI, Anne Krueger, e o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental da instituição, Anoop Singer, se reúnem hoje com diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Serão recepcionados pelo presidente da entidade, Horácio Lafer Piva, que participa do encontro. A exemplo do encontro do ano passado, a reunião de hoje será a portas fechadas.Em sua visita a São Paulo, no ano passado, Anne também conversou com a Fiesp. Aquela visita aconteceu durante a articulação que produziu, em agosto, a abertura de uma linha de crédito de US$ 30 bilhões que permitiram ao País enfrentar a crise de confiança gerada pela sucessão presidencial, evitar o calote e pavimentar o caminho para a transição de governo. Previsões positivasCom o sucesso da operação confirmado pela queda do risco Brasil, o retorno do País ao mercado de capitais e as previsões francamente positivas que analistas de Wall Street antes céticos fazem agora sobre o panorama da economia brasileira sob o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Anne Krueger chega a São Paulo para fazer o que um funcionário do Fundo chamou de "uma avaliação pessoal" do quadro econômico brasileiro.Acompanhada pelo diretor do departamento do Hemisfério Ocidental, Anoop Singh, Anne terá encontros com economistas, empresários, estudiosos e formadores de opinião na capital paulista antes de iniciar os contatos no governo, em Brasília. Segundo a fonte do Fundo, a visita, oficialmente classificada "de cortesia", não está ligada à revisão do acordo com o FMI que deverá resultar na liberação de mais uma parcela - desta vez de mais de US$ 9 bilhões - do empréstimo do Fundo ao País.A diretora do FMI, que é responsável direta pela formulação da bem sucedida estratégia de engajamento com a administração Lula, deverá decepcionar os que estiverem interessados em ouvir dela reparos à condução da política econômica brasileira. A determinação com que o presidente Lula assumiu a posse do programa econômico, a energia com que abraçou a causa das reformas previdenciária e tributária e os avanços já feitos na tramitação da emenda constitucional que dará autonomia ao Banco Central tem alimentado, mais do que a aprovação, o entusiasmo da administração do FMI em relação ao País. Embora não constem explicitamente em sua agenda, dois temas, além das questões de conjuntura, devem permear as conversas de Anne e Singh em São Paulo e Brasília. O primeiro é o início do mapeamento da relação entre o Brasil e o FMI depois que terminar o acordo entre o País e a instituição, no final do ano. Reflexos sobre e ArgentinaO segundo, é o efeito salutar que o bom exemplo de transição com estabilidade dado pelo Brasil poderá ter para a Argentina, cujo acordo premilinar com o Fundo esgota-se em três meses. Para o presidente Néstor Kirchner, que toma posse no próximo domingo, chegar a um entendimento com o FMI é essencial para que a Argentina inicie o longo e penoso caminho que tem pela frente para reconquistar a confiança e o crédito. O bom relacionamento entabulado entre o futuro líder argentino e o presidente do Brasil em semanas recentes certamente alimenta esperanças, no FMI, de que Buenos Aires consultará Brasília sobre as complexas negociações que conduzirá com FMI.

Agencia Estado,

19 de maio de 2003 | 11h40

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