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ANP acha petróleo no litoral pernambucano

O litoral pernambucano tem petróleo. A confirmação foi feita pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e anunciada nesta segunda-feira pelo seu diretor, John Forman, em reunião com o governador Jarbas Vasconcelos. A descoberta de indícios de petróleo leve de boa qualidade na Bacia Pernambuco-Paraíba é resultado de um ano de estudos geoquímicos, num investimento de R$ 5 milhões, realizados pela HRT Petróleo.A ANP deseja que dois setores da bacia, em águas rasas e profundas do litoral pernambucano, sejam incluídos na 8.ª rodada de licitações para exploração. O pedido foi feito ao Ministério de Minas e Energia, que se pronuncia sobre a proposta em janeiro. Só nessa etapa há condição de saber a quantidade de petróleo. As licitações devem ocorrer entre os meses de setembro e outubro de 2006.O Brasil tem 113 empresas habilitadas para exploração de petróleo no País. As vencedoras terão 27 anos de concessão para exploração e produção de petróleo."Identificamos petróleo na Bacia Pernambuco-Paraíba. Agora, iremos oferecer blocos para exploração. As empresas que ganharem a concorrência é que vão identificar, a partir da exploração, a quantidade e a qualidade desse petróleo", informou o diretor da ANP.O vice-governador Mendonça Filho adiantou que o governo buscará atrair empresas para a rodada de licitações a fim de viabilizar a exploração de petróleo no Estado. A quebra do monopólio da exploração do petróleo no Brasil foi feita em 1997 com o objetivo de atrair investimentos na exploração para aumentar as reservas de petróleo no País e atingir a auto-suficiência.Com isso, empresas particulares, nacionais e estrangeiras, passaram a explorar petróleo e as reservas passaram a crescer em ritmo acelerado. "A auto-suficiência já foi conquistada neste ano, mas devido à demanda crescente precisamos encontrar novas reservas de petróleo para que esta auto-suficiência seja sustentável", disse Forman, ao frisar que o setor petrolífero, responsável por 2,7% do PIB do Brasil em 1997, passou para 9% em 2004.A expectativa é que este percentual alcance 10% em 2005.Forman destacou que, apesar dos números, só 9 bacias sedimentares, de um total de 29 que há no Brasil, produzem petróleo. "Temos um grande problema com relação à liberação de recursos para a realização de estudos de prospecção, como este feito em Pernambuco", observou. "Sem esses estudos, não conseguimos atrair investimentos para o setor".Ele destacou que a ANP detinha uma participação de R$ 2,3 bilhões, em 2004, e foram liberados só R$ 45 milhões, 2% do valor previsto, Ele não acredita em um cenário diferente em 2005."Esses estudos só foram realizados em Pernambuco devido às articulações feitas pelo governo do Estado."

Agencia Estado,

19 de dezembro de 2005 | 20h58

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