ANP arrecada R$ 10,6 milhões em leilão de áreas inativas

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) arrecadou nesta quinta-feira R$ 10,6 milhões, no segundo leilão de áreas inativas, conhecidas como "campos maduros". São jazidas que já foram exploradas pela Petrobras e depois tiveram a produção suspensa. Os investimentos previstos nestes campos são de R$ 24 milhões, a partir do volume de Programa de Trabalho Inicial (PTI) apresentado pelas empresas."Pudemos perceber que, na parte da manhã, o valor das ofertas foi menor. Mas, à medida em que o prazo foi correndo, quem não havia arrematado nada tratou de aumentar seus lances", disse o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, ao final do leilão. Das 55 empresas habilitadas, 31 apresentaram ofertas e nove arremataram áreas.Os valores envolvidos na disputa superam o da primeira rodada de áreas inativas, realizada no ano passado, e que obteve R$ 3 milhões em bônus de assinatura e R$ 6 milhões em investimentos programados. O leilão reuniu empresas sem tradição no setor de petróleo, que estão procurando diversificar suas atividades. As altas cotações do petróleo no mercado internacional, que já ultrapassaram o patamar de US$ 70 o barril, estão atraindo cada vez mais investidores. E o investimento em campos maduros é que representa menor risco dentre todas as oportunidades do setor.A maior disputa do leilão foi justamente a da última oferta, o campo de São João, na Bacia de Barreirinhas, no Maranhão, que foi arrematado pela empresa Rio Proerg. A empresa, que concorreu com outros sete interessados, ofereceu bônus de assinatura de R$ 4,277 milhões, o maior das duas rodadas, e se comprometeu a investir na área algo em torno de R$ 6,5 milhões, referentes a 656 unidades de trabalho.Também fizeram propostas para o campo de São João as empresas RAL; Panenergy, em parceria com a UTC ; Lábrea ; Comp/Projel ; River; JP Oil Company e Engepet.

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