ANP combate cartel em Juiz de Fora

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) pode acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para combater a formação de cartel no varejo de combustíveis em Juiz de Fora (MG). No monitoramento de preços realizado pela ANP, o município apresentou, tanto na primeira, quanto na segunda semana, preços altos e pouca variação entre os postos.O diretor da ANP, Luiz Augusto Horta Nogueira, considera a cidade o exemplo de cartel. "A ANP vai examinar a legislação e instruir processos para combater o cartel em Juiz de Fora", afirmou Horta. "Entre as medidas possíveis está, depois de análise pelo Cade, a obrigação de venda ou cisão das empresas para coibir o cartel".Na primeira semana, o preço médio da gasolina em Juiz de Fora por litro foi de R$ 1,667 com um mínimo de R$ 1,60 e um máximo de R$ R$ 1,68, enquanto que a margem média ficou em 30 centavos por litro. Na Segunda semana, o preço médio ficou em R$ 1,666, com os preços variando entre R$ 1,60 e R$ 1,689, enquanto que a margem média se manteve em 30 centavos. Horta avalia que não há motivo para preços tão altos em Juiz de Fora.Gasolina do Acre é a mais cara do BrasilO diretor explica que as condições de mercado da cidade são semelhantes às encontradas em Sorocaba, no estado de São Paulo, onde o combustível custa em média R$ 1,471 por litro. Na capital do Acre, Rio Branco, o consumidor paga em média R$ 1,723 por litro de gasolina, o preço mais alto do país.Horta destaca que a pesquisa da ANP é realizada em 68 localidades (60 municípios, sendo o Rio de Janeiro e São Paulo divididos em cinco zonas cada). Em 43, o preço do combustível caiu entre as duas semanas de pesquisa da ANP, enquanto que em quatro o preço ficou estável. Na média nacional, no entanto, o preço médio da gasolina sofreu uma ligeira elevação, passando de R$ 1,486 por litro para R$ 1,490 por litro entre as duas pesquisas.

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