ANP cria novas regras para comercialização de etanol

A diretoria da Agência Nacional de Petróleo (ANP) aprovou esta tarde, em reunião da diretoria, novas regras para a comercialização do etanol. As principais novidades são a criação das empresas que ficarão responsáveis por esta comercialização e também a criação do agente operador de bolsas de mercadorias e futuros. A reunião continua acontecendo e a reguladora ainda não fez um anúncio oficial sobre o tema.

KELLY LIMA, Agencia Estado

22 de dezembro de 2009 | 18h06

A proposta havia sido encaminhada pela indústria canavieira, em busca de mais liquidez e para tentar evitar as variações bruscas no preço do combustível, por meio do controle de oferta. Em nota à imprensa, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), entidade representativa das principais usinas do País, afirmou que o principal ganho com as novas regras é a possibilidade do aumento do nível de concorrência no elo entre a produção e a distribuição do produto. Isso, segundo a Unica, deve contribuir para a redução nas oscilações de preço em função da sazonalidade.

Outro benefício, diz a Unica, é o estímulo à formação de estoques, o que deverá ampliar a confiabilidade e a disponibilidade do produto ao longo do ano, especialmente durante o período de entressafra. "Com as empresas de comercialização atuando no mercado, o leque de opções para o produtor acessar o mercado de combustíveis aumentará consideravelmente, não ficando mais restrito a distribuidoras", diz nota da entidade.

Já sobre a criação da figura do agente operador de bolsas de mercadorias e futuros, a associação diz que é uma tentativa de aumentar a liquidez dos contratos futuros negociados na BM&FBovespa e eventualmente em outras bolsas, particularmente devido à possibilidade da entrega física do produto às distribuidoras de combustíveis. "Além de um importante passo no sentido de consolidar o etanol como commodity negociável, trata-se de uma ferramenta essencial para reduzir os riscos para investidores, que demonstraram pouco interesse pelos contratos futuros de etanol até aqui. A medida também contribui para que a comercialização do etanol deixe de ocorrer apenas no chamado mercado spot", considerou a Unica.

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