ANP detecta aumento no preço da gasolina em 9 cidades

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registrou aumento no preço da gasolina em nove cidades brasileiras nas últimas seis semanas, segundo levantamento detalhado sobre a evolução do mercado desde a redução de preços nas refinarias, no início de maio. A maior parte das altas foi registrada em Pernambuco, onde a Agência detectou, há duas semanas, um aumento dos preços praticados pelas distribuidoras. Em São Paulo, apenas os postos de Bragança Paulista aumentaram seus preços no período. A maior alta registrada pela pesquisa foi detectada na cidade pernambucana de São Lourenço da Mata, de 7,4%. Recife, Olinda, Paulista e Jaboatão dos Guararapes ? todas em Pernambuco ? também registraram altas variando entre 2% e 7,1%.Na primeira fiscalização da Agência após o início da ofensiva contra as irregularidades do setor, foram encontrados documentos comprovando que as grandes distribuidoras aumentaram seus preços em Pernambuco, mesmo após a redução promovida pela estatal. Elas alegaram, na ocasião, que o mercado pernambucano vinha passando por um momento de preços irreais, impactados por liminares e adulteração de produtos, e que o aumento serviu para a recomposição de margens.Além das cidades pernambucanas e de Bragança Paulista, a ANP detectou aumento de preços em Manaus (AM) e Blumenau (SC). Os aumentos ficaram entre 2,5%, na cidade catarinense, e 4,7%, na capital do Amazonas. Outras duas cidades pesquisadas não registraram nenhuma variação de preços desde a redução nas refinarias, ou seja, não tiveram repasse da queda promovida pela estatal: Tupã (SP) e Tarauaca (AC).Levantamento semanalO levantamento de preços da ANP é feito semanalmente em 411 cidades e divulgado toda sexta-feira na página da agência na Internet. Lá, é possível acompanhar os preços de cada um dos postos pesquisados. No estudo ao qual o Estado teve acesso, o órgão regulador detalha a evolução dos preços em todas as cidades desde a semana anterior a 1º de maio, quando a Petrobras reduziu em 6,5% o preço da gasolina na refinaria, à primeira semana de junho.O comportamento do mercado de combustíveis foi alvo de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que reclamou da falta de repasse, pelos postos, da queda do preço nas refinarias. No final de junho, o Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou uma devassa no setor e divulgou uma tabela de preços de referência para cada estado, muito criticada por empresários do setor.Aliada ao aumento do porcentual de álcool na gasolina, a iniciativa surtiu efeito, segundo o estudo da ANP. Na semana seguinte à divulgação da tabela, apenas 26 entre as 182 cidades pesquisadas na região Sudeste, por exemplo, não tiveram redução de preço. Destas, metade registrou pequenos aumentos e a outra metade, estabilidade nos preços cobrados nas bombas. Na semana anterior, eram 46 as cidades cujos preços haviam aumentado ou mantido-se no mesmo patamar.Agora, são apenas oito os Estados com preços médios acima da tabela de referência do MME. No dia da divulgação da tabela, eram 17 os Estados com preços superiores. Saíram da lista Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Paraná, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins.As maiores quedas registradas pelo estudo da ANP foram verificadas em Campina Grande (PB), de 15,3%, e em Montes Claros (MG), de 15,1%. No Estado de São Paulo, a maior redução ocorreu em Jaboticabal, de 12,5%. Os números da pesquisa foram entregues ao MME.

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