ANP diz que OGX poderá ter que devolver Tubarão Azul

Devolução ocorrerá se o campo for considerado viável e a petrolífera não fizer mais investimentos

Mariana Durão e Wellington Bahnemann, da Agência Estado,

12 de julho de 2013 | 13h49

RIO - A OGX poderá ter que devolver o campo de Tubarão Azul, caso a Agência Nacional do Petróleo (ANP) o considere viável. A Superintendência de Desenvolvimento da Produção da ANP está analisando a viabilidade econômica desse campo. No dia 1º de julho a OGX anunciou que o campo, seu único polo produtor na Bacia de Campos, deve cessar vazão em 2014.

De acordo com a diretora-geral da ANP, Magda Chambriard, dos três poços de Tubarão Azul um produziu muito pouco mas outros dois têm uma produção "que merece ser mais bem analisada". A partir dessa análise e da capacidade produtiva desses poços a ANP definirá se considera Tubarão Azul econômico ou não.

Caso a avaliação seja positiva, a agência avisará à OGX que deve submeter um novo plano de desenvolvimento da área. Caso a petroleira considere que não tem condições de tocar o projeto, ela terá que devolver o campo.

"A comercialidade é uma questão intrínseca de cada companhia. Um campo pode ser comercial para uma empresa e não ser para a outra", disse Magda. Essa definição, explicou, depende da produtividade dos campos mas, também, de quanto se gasta para produzir nos mesmos.

A diretora-geral da ANP se reuniu nesta quinta-feira com a superintendência de produção e aguarda uma resposta sobre a análise na próxima semana.

Tubarão Martelo. A diretora-geral da ANP confirmou que o órgão regulador analisa o pedido da OGX para usar o óleo de Tubarão Martelo como garantia para os blocos que adquiriu no 11º leilão de áreas exploratórias.

A executiva não deu uma data para aceitar ou não a garantia, mas disse que isso tem que ocorrer até a assinatura do contrato. Indagada se a ANP teme que a OGX deixe de honrar sua participação diante da delicada situação financeira da companhia, Magda disse que caso isso ocorra os blocos podem ser assumidos pelo segundo colocado de cada bloco na concorrência.

"Estou tranquila e confiante que esse contrato será assinado. Se não for pela empresa vencedora (OGX) será pelo segundo colocado", disse.

A diretora esclareceu que a garantia se refere ao programa exploratório mínimo do período e não ao bônus de assinatura. A OGX arrematou sozinha seis blocos na rodada e teria que dispor de mais de R$ 370 milhões para quitar as áreas arrematadas. A petroleira adquiriu dez blocos sozinha, com investimento mínimo previsto na fase de exploração de R$ 2,6 bilhões.

 

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