bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

ANP e MPEs se unem para combater máfias de combustíveis

As máfias de adulteração de combustíveis contam com a ajuda da polícia para atuar. De acordo com o procurador-geral do Ministério Público (MP) do Estado do Rio, José Muiñoz Piñeiro, todos os grupos investigados têm entre seus integrantes membros das polícias militar, civil e até federal. "Posso afirmar, sem medo de errar, que em todas as quadrilhas há policiais envolvidos", disse o procurador. Ele avalia que o envolvimento de policiais cria emprecilhos ao trabalho do Ministério Público.Dentre os sete presos por envolvimento em máfias de combustíveis no Brasil, há um agente da Polícia Federal, exemplificou Piñeiro. O policial foi preso no fim de abril, em São Fidélis, no litoral Norte do Rio, em um depósito clandestino de combustíveis. Os tiros que mataram, em janeiro, o promotor mineiro Francisco José do Lins do Rego Santos, que investigava fraudes no mercado de combustíveis, foram disparados por um policial - este da Polícia Militar."Essa participação deles dificulta nosso trabalho. Ao prender um policial, passamos a encontrar resistência dentro da própria polícia", afirmou Piñeiro. O Ministério Público conta com um grupo de apoio formado por agentes da polícia em suas investigações. No momento, a regional do Rio do MP está investigando grupos que atuam nos estados do Rio, Espírito Santo e Minas Gerais, segundo o procurador.Essa capilaridade dos grupos tornou necessária uma maior integração entre as regionais do MP, que criaram, após o assassinato de Lins do Rego, um grupo nacional de combate ao crime organizado, que leva o nome do procurador mineiro.Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), 7,3% da gasolina vendida no Brasil está fora das especificações de qualidade. Esse número é menor que o registrado no mês passado (7,7%) e , segundo o diretor da entidade Luiz Augusto Horta, há uma tendência de queda nos últimos meses. Ele atribui a redução a medidas como o aumento da fiscalização, a marcação de solventes e a ações conjuntas entre a ANP, estados e MP. Em São Paulo, porém, houve um aumento de 9,4%, em março, para 11,6% em abril, no volume de gasolina fora das especificações. Pernambuco foi o estado com maior índice de adulteração no mês passado, de acordo com a ANP, com 15% do volume fora das especificações. Segundo o MP, há indícios da existência de redes de aulteração em seis estados: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.Hoje, os procuradores assinaram um convênio com a ANP para cooperação no combate à adulteração. "O acordo foi formalizado ontem, mas já estamos trabalhando juntos há algum tempo", disse Piñeiro. Desde fevereiro, sete pessoas foram presas. "Pode parecer pouco, mas se levarmos em consideração que não havia nenhuma prisão por fraude de combustíveis até o ano passado, é um avanço", avaliou o procurador.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.