ANP: EUA podem ser problema em jazidas no pré-sal

O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Haroldo Lima, manifestou hoje, na audiência pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara, preocupação com a possibilidade de alguns países, especialmente os Estados Unidos, não concordem que os campos petrolíferos da área da camada do pré-sal estejam em águas territoriais brasileiras. Lima disse que participará de uma reunião no Ministério da Defesa para tratar deste assunto. O ministro ressaltou que essas jazidas estão dentro do limite da convenção internacional de 200 milhas para o mar territorial de um país."Nós afirmamos que o limite são 200 milhas. Vários países concordam e outros não. Eu me lembro de um que é meio ''zangadinho'' com essa negócio de 200 milhas, que são os Estados Unidos. Eles não respeitam muito esse negócio de 200 milhas", disse ele, acrescentando que se "se os americanos cismarem" que essas 200 milhas não existem, "temos um problema aí", disse Lima, se referindo à área de exploração do pré-sal.O pré-sal é uma camada de reservatórios que se encontram no subsolo do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina, ao longo de 800 quilômetros, em lâmina d?água que varia entre 1,5 mil e 3 mil metros de profundidade e soterramento (área do subsolo marinho que terá de ser perfurada) entre 3 mil e 4 mil metros.

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