ANP fará sondagem para saber se há petróleo no Pontal

No começo do ano que vem uma sondagem será feita no subsolo de Montalvão, distrito de Presidente Prudente, para saber se a área tem jazidas de petróleo. A sondagem será realizada pela empresa Georadar, de Nova Lima (MG), contratada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) para fazer pesquisas em 130 municípios da Bacia do Paraná. "Levantamos os dados e mandamos para a ANP, que faz os estudos e decide se perfura ou não. O que nós fazemos é o "ultra-som da terra" para ver se existe ou não a possibilidade de haver petróleo", afirmou o engenheiro Carlos Gamboa, diretor da Georadar. "O ultra-som da terra é o nosso método de trabalho, que pode mostrar se há bebê (petróleo)", brincou.

SANDRO VILLAR, Agencia Estado

21 de dezembro de 2009 | 15h03

Ele não confirmou a data para o início do trabalho em Montalvão, mas o jornal O Estado de S. Paulo apurou que começa em janeiro. "No ano que vem a gente vai passar por aí (oeste paulista)", acrescentou. A sondagem na Bacia do Paraná começou neste fim de ano pela região de Bataguassu, em Mato Grosso do Sul. Além de Mato Grosso do Sul, a bacia é formada por municípios do oeste paulista e dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com 12 anos no mercado e dois mil funcionários, a Georadar é considerada a maior empresa de geofísica do País. "Já pesquisamos no Brasil inteiro, até mesmo onde o petróleo já foi encontrado", completou.

Se for descoberto petróleo, a economia do oeste paulista vai melhorar. "Creio que a região será muito bem representada dentro do Estado de São Paulo e a nível de Brasil. Se houver petróleo vai trazer muito progresso com empregos qualificados. Haverá um novo foco na economia, o foco maior hoje é a cana-de-açúcar", previu Eder Canziani, economista da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista) de Presidente Prudente.

Ele se lembrou das pesquisas da antiga Paulipetro na região. "Pode ser (a sondagem) uma sequencia dos projetos da Paulipetro". Depois de observar que o Pontal do Paranapanema é uma das regiões mais pobres de São Paulo, o economista citou os royalties do petróleo pagos aos municípios produtores. "O município (Presidente Prudente) vai ter uma arrecadação muito boa", concluiu.

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