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ANP iniciará avaliação na Bacia de Santos em dezembro

O diretor geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, informou que o início das perfurações na Bacia de Santos visando encontrar os 5 bilhões de barris para a cessão onerosa à Petrobras deve acontecer na primeira semana de dezembro. "Começamos com um número grande de áreas sendo avaliadas, umas 20, depois reduzimos e chegamos a duas áreas. Agora não dá mais para mudar", comentou. Os custos destas perfurações devem chegar a algo entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões.

KELLY LIMA, Agencia Estado

19 de novembro de 2009 | 16h14

Lima surpreendeu hoje ao informar que as áreas virão de novos reservatórios. Até então, apenas havia sido comentado que estas perfurações seriam feitas em áreas contíguas às descobertas já realizadas para poder facilitar o processo de unitização, ou seja, a unificação de áreas em que o reservatório "vaza" para além dos limites da concessão.

O diretor geral da ANP afirmou que o objetivo da reguladora é localizar novos reservatórios gigantes, com algo entre 2 bilhões a 3 bilhões de barris potenciais em cada um deles. "Nossa ideia principal não é facilitar a unitização repassando vários blocos com quantidade menor de petróleo. A ideia é encontrar muito petróleo em poucas áreas. Nós precisamos encontrar 5 bilhões de barris e isso tem de ser em um ou no máximo dois blocos", disse o diretor, destacando que há ainda a possibilidade de uma terceira área ser perfurada, caso uma das duas não apresente o sucesso esperado.

Segundo ele, as análises indicaram várias áreas em potencial e não estava descartado inicialmente a perfuração na encosta dos blocos já com descobertas, como Tupi e Iara. "Se estes grandes volumes fossem localizados colados às áreas já descobertas, seria aí que perfuraríamos. Mas tudo indica que não vamos buscar. As perfurações vão ocorrer em algum ponto do platô de São Paulo", explicou.

Rodada

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve definir até o final do ano quais serão as áreas a serem ofertadas na 11ª Rodada da ANP, e também a data em que deve ocorrer este leilão. Segundo Haroldo Lima, no entanto, uma decisão sobre as áreas que foram arrematadas na 8ª Rodada, suspensa judicialmente em 2006, só deverá mesmo sair depois de aprovado o novo marco regulatório do petróleo.

"Não há qualquer impedimento jurídico para que os contratos daquelas áreas sejam assinados. Se trata agora de uma decisão política que vai ser tomada somente após a consolidação do novo marco", disse Lima, frisando que as áreas que haviam sido arrematadas, se assinadas, ainda estarão de acordo com o marco anterior.

Lima comentou que na próxima rodada serão oferecidos blocos que não chegaram a ser leiloados na 8ª Rodada, em terra e no mar, e também oportunidades em novas fronteiras, com destaque para a margem equatorial. Mas não haverá qualquer bloco localizado na região do pré-sal ou próximo.

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