ANP não afirma aumento de combustíveis

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylberstajn, afirmou que o governo não esperava o prolongamento da alta da cotação do petróleo no mercado internacional. "Mesmo assim, não temos posição sobre o percentual de aumento do preço dos combustíveis. Quem decide isso são os ministérios da Fazenda e de Minas Energia e ambos não deram qualquer sinalização de reajuste de preços até agora", disse.O diretor da ANP disse que não sabe se o reajuste dos combustíveis sairá ainda este ano porque depende de variáveis macroeconômicas e de equilíbrio fiscal. Na outra ponta está a Petrobras, que ganha com a alta da cotação no Exterior, já que produz 86% do petróleo consumido no Brasil, a US$ 10,00, e vende o produto no mercado interno pela cotação internacional. Daí o superávit na empresa onde o governo detém 55% do capital votante.O consumo interno aumentou entre 5% e 6%, neste ano, em comparação com 1999. Os lucros da Petrobras reduzem a necessidade de reajuste dos combustíveis. No ano passado, as importações de petróleo representaram 10% do total das compras externas brasileiras em valor. A crise no Oriente Médio entre palestinos e forças armadas de Israel tem elevado a cotação do petróleo, cuja tendência era de queda após a última reunião da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep). Esperava-se que o barril do petróleo caísse para menos de US$ 30,00, e a cotação média tem sido de US$ 33,00.Não há risco de racionalizaçãoApesar da crise internacional do petróleo iniciada pelo alto consumo nos Estados Unidos e agravada pelo conflitos no Oriente Médio, o Brasil não corre risco de racionalização de combustíveis disse Zylbersztajn. "O Pais produz mais de 70% do petróleo que consome, por isso não há risco de racionamento" explicou. Zylberstajn informou que a campanha de racionalização do uso de combustíveis não tem haver com racionamento. A intenção da campanha, cujas linhas serão decididas na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética, em 30 de outubro é ensinar a economizar combustíveis. Gasolina por gás naturalSegundo ele há um movimento forte pela conversão de gasolina para gás natural veicular (GNV) em frotas de taxi e ônibus do País. Mas a ANP não cogita conceder subsídios para quem quiser fazer a troca, nem para as industrias que trocarem o gás liqüefeito de petróleo (GLP) pelo GNV. Quanto ao custo da campanha, David Zylbertarjn avaliou que seus resultados justificam o gasto do governo.

Agencia Estado,

23 de outubro de 2000 | 17h39

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