Agência Petrobrás
Agência Petrobrás

ANP reduz previsão de produção de petróleo no País

Agência reguladora prevê agora que o País produza 4 milhões de barris diários entre 2025 e 2026; previsão anterior era de 4,5 milhões de barris até 2022

ANTONIO PITA, O Estado de S. Paulo

14 Outubro 2015 | 15h50

RIO - A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) reduziu as estimativas para a curva de produção de petróleo no País. A avaliação é que, com a retração de investimentos no setor, em função da queda na cotação internacional de óleo no último ano, o ritmo de produção deve ser menor nos próximos dez anos. A previsão da agência reguladora, agora, é que o País produza 4 milhões de barris diários entre 2025 e 2026 - a previsão anterior era chegar a 2022 com produção de 4,5 milhões de barris.

A revisão foi apresentada pela diretora da agência, Magda Chambriard, no Rio. "Por força da redução do preço do petróleo, o capital de giro das empresas em geral, sejam elas pequenas, médias ou grandes, foi reduzido. Em função disso, elas estão reescalonando o seu portfólio", afirmou a diretora. "Agora estamos vendo que esse potencial fica em torno de 4 milhões em 2025, 2026. A ANP continua enxergando o desenvolvimento de recursos já descobertos e continua enxergando aumento da produção do Brasil nos anos a seguir", completou.

A redução das estimativas ocorre uma semana após o fraco resultado da 13ª Rodada de leilões, em que apenas 37 blocos, entre mais de 260, foram arrematados por empresas de pequeno e médio porte. A Petrobras e outras grandes petroleiras não fizeram sequer uma oferta durante a rodada, que arrecadou apenas R$ 121 milhões - ante uma previsão inicial de cerca de R$ 1 bilhão. "Não vou esconder para ninguém que esperava mais do resultado da rodada", reconheceu Magda Chambriard.

A Petrobrás já havia reduzido a meta de produção de petróleo em junho, quando anunciou a revisão de seu plano de negócios para o período entre 2015 e 2019. A previsão da estatal é produzir 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia até 2020 - ante uma projeção anterior de 4,2 milhões de barris diários. O corte, segundo a empresa, é reflexo da redução de 37% dos investimentos anunciados em junho.

Na última semana, entretanto, a companhia anunciou novo corte de investimentos e despesas, de R$ US$ 18 bilhões até 2016. Entretanto, informou que mantém a meta de produção anunciada em junho.

Mais conteúdo sobre:
economiapetróleoPetrobrásANP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.