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ANP terá poder de regular etanol; MP amplia intervalo de mistura

O governo publicou na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União a Medida Provisória que dá à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o poder de regular a produção, a importação, a exportação, a estocagem e a venda do etanol e outros biocombustíveis.

REUTERS

29 de abril de 2011 | 13h20

A MP 532 também amplia a banda de variação da mistura do etanol anidro na gasolina dos atuais 20 a 25 por cento para 18 a 25 por cento.

De acordo com uma fonte do governo que participou da elaboração da MP, haverá em breve uma redução do percentual da mistura, mas o valor ainda não foi definido.

A redução pode ocorrer em um momento em que a oferta de etanol ainda não está regularizada e os preços estão altos, apesar de a safra de cana no centro-sul ter começado oficialmente no início de abril.

Segundo o texto publicado nesta sexta-feira caberá ainda ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), órgão interministerial de aconselhamento da Presidência da República, estabelecer diretrizes para a exportação e importação de etanol.

Hoje a gasolina já é submetida a esse tipo de regulamento.

Uma das regras --que ainda não se sabe se será aplicada ao etanol-- prevê que as exportações de gasolina só podem ocorrer quando o abastecimento interno estiver garantido.

A MP estabelece prazo de até 180 dias para que a ANP se adapte às mudanças. Caberá à agência, por sua vez, fixar os prazos para que as empresas se adaptem.

O CNPE terá ainda a incumbência de definir a estratégia para o desenvolvimento econômico e tecnológico dos biocombustíveis.

Na mesma MP, o governo determina que as reuniões de diretoria da ANP destinadas a resolver pendências entre agentes dos setor de combustíveis ou entre estes e consumidores terão de ser públicas.

Hoje, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é a única agência reguladora federal a realizar reuniões de diretoria abertas ao público.

A MP também estabelece que, após deixar o cargo, ex-diretores da ANP terão de cumprir quarentena de 12 meses antes de trabalhar em empresas de biocombustíveis --mesmo prazo que já valia para empresas de petróleo.

(Reportagem de Leonardo Goy)

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