Antes de recesso de fim de ano, investidor vende ações e Bovespa cai

Esperando pelo enxugamento da liquidez nas últimas duas semanas do ano, investidores do mercado acionário reduziram suas posições, empurrando a Bolsa de Valores de São Paulo para baixo. Assim, o Ibovespa fechou a sexta-feira em queda de 1,02 por cento, a 39.131 pontos. O giro financeiro da sessão, de 3,06 bilhões de reais, já foi uma das menores do mês. "Muita gente não quis ir para as últimas semanas comprado", resumiu André Simões Cardoso, do Modal Asset Management. Dessa forma, mesmo o anúncio de que o governo dos Estados Unidos finalmente liberou um pacote de ajuda de 17,4 bilhões de dólares para as fabricantes de veículos do país, teve nenhum impacto. A disparada das ações de fabricantes de veículos como a General Motors, conseguiu segurar os principais índices de Wall Street perto do zero. Por aqui, prevaleceu a opção por realizar lucros, especialmente com algumas das ações mais líquidas, que acumulam valorização nas últimas semanas. Entre elas, as de bancos, como Bradesco, que caiu 4,5 por cento, a 24,55 reais. Itaú recuou 3,7 por cento, para 28,80 reais. Em menor medida, o mesmo aconteceu com as blue chips. Petrobras perdeu 0,64 por cento, a 23,35 reais. Vale teve baixa de 0,43 por cento, para 25,20 reais. Notícias pontuais de empresas de aço acabaram ampliando a cautela dos investidores da Bovespa. Gerdau, que teve a perspectiva de rating rebaixada pela Moody's, caiu 1,77 por cento, a 16,07 reais. Usiminas caiu 0,17 por cento, para 28,55 reais. A companhia anunciou na quinta-feira a compra da Zamprogna, maior distribuidora independente de aços do Brasil, por 160 milhões de reais. "O aumento de alavancagem deve potencialmente reduzir o caixa disponível, em um ambiente em que projetamos preços e demanda menor por aço em 2009", comentou o UBS Pactual em relatório. TELES No plano doméstico, o assunto do dia foi o aval concedido na quinta-feira pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) à compra da Brasil Telecom pela Oi. A despeito das restrições impostas pelo órgão para aprovar o negócio, analistas do setor avaliaram que a fusão será positiva para o novo grupo, que será o maior do país em receitas. Essa avaliação levou investidores do setor a recompor suas carteiras, levando ações das teles em posições distintas do índice. Na parte de cima, Oi subiu 0,87 por cento, para 35,75 reais. No extremo oposto, TIM Participações despencou 6,3 por cento, a 3,44 reais, seguida por Vivo, com desvalorização de 4,8 por cento, a 29,80 reais. (Edição de Vanessa Stelzer)

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