ANDRE DUSEK|ESTADÃO
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Antes do primeiro Copom de Ilan, mercado mantém projeção dos juros em 13,25%

No câmbio, mesmo com as sucessivas intervenções do BC, relatório Focus volta a mostrar queda das estimativas para o dólar deste e do próximo ano

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

18 Julho 2016 | 10h02

BRASÍLIA - Em semana de estreia da nova cúpula do Banco Central na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) sob o comando de Ilan Goldfajn, o Relatório de Mercado Focus trouxe estabilidade em praticamente todos os itens revisados semanalmente pelo mercado financeiro. A Selic para 2016 continuou em 13,25% ao ano como na semana passada (estava em 13,00% um mês atrás) e a para 2017 prosseguiu em 11,00% ao ano pela terceira semana consecutiva. Quatro edições atrás da pesquisa Focus estava em 11,25% aa. 

Ainda de acordo com o documento, a mediana para a inflação de 2017 saiu de 5,40% para 5,30%. Há um mês estava em 5,50%. Para o IPCA deste ano, as estimativas ficaram congeladas. A mediana para 2016 ficou estacionada em 7,26% de uma semana para outra - a taxa estava em 7,25% quatro semanas atrás. A meta de inflação deste e do próximo ano é de 4,50% com tolerância de 2 pontos porcentuais em 2016 e de 1,5 pp em 2017 (também em 2018). No Relatório Trimestral de Inflação de junho, o BC informou que projeta inflação de 4,7% para 2017 no cenário de referência e de 5,5% pelo de mercado. Já no caso de 2016, as estimativas são de, respectivamente, 6,9% e 7,00%.

Câmbio. Mesmo com as sucessivas intervenções do BC no mercado de câmbio por meio de leilões de swap cambial reverso, que, na prática, evitam uma queda maior do dólar, o Focus voltou a mostrar queda das estimativas para o câmbio deste e do próximo ano. O documento divulgado pelo BC apresentou que a cotação da moeda estará em R$ 3,39 no encerramento de 2016 ante R$ 3,40 do levantamento anterior - um mês atrás, estava em R$ 3,60. Apesar disso, o câmbio médio de 2016 continuou em R$ 3,47 de uma semana para a outra - um mês antes, estava em R$ 3,62.

Para 2017, a mediana recuou de R$ 3,55 para R$ 3,50 de uma divulgação para a outra - quatro semanas atrás estava em R$ 3,80. Já o câmbio médio do ano que vem caiu de R$ 3,53 para R$ 3,46 de um levantamento para o outro - estava em R$ 3,75 um mês atrás.

PIB. Mesmo depois do resultado do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) de maio pior do que as estimativas do mercado financeiro, o Relatório de Mercado Focus voltou a mostrar alívio para o Produto Interno Bruto (PIB). Pelo documento, a projeção passou de -3,30% para -3,25%. Esta é a terceira semana em que há uma melhora das previsões, que estava em -3,44% um mês atrás. Para 2017, a mediana das previsões do mercado também melhorou. Estava em +1,00% e agora passou para 1,10% de um levantamento para o outro. 

No mês passado, o BC informou no Relatório Trimestral de Inflação que a sua nova estimativa para o PIB deste ano é de uma retração de 3,3% ante baixa de 3,5% vista na edição anterior do documento.

As estimativas para a produção industrial mostraram tendências diferentes na pesquisa Focus para este e o próximo ano. Para 2016, a queda prevista ficou mais acentuada agora, passando de uma queda de 5,80% para uma baixa de 5,95%. Já para 2017, a projeção melhorou, passando de uma alta de 0,67% (onde já estava há quatro semanas) para um avanço de 0,77%. 

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