Anticúpula de Viena começa com elogios à Bolívia

A reunião alternativa à Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América Latina, Caribe e União Européia começou em Viena com uma clararejeição a toda associação de livre comércio entre os dois blocos e com elogios à nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia. O encontro "Enlaçando Alternativas", que reúne 200 organizações, é a continuação dos contatos entre movimentos sociais dos dois ladosdo Atlântico iniciados na reunião de Guadalajara, no México, em 2004. No encontro desta quinta-feira, os grupos que participaram da entrevista coletiva rejeitaram a "agenda neoliberal da Europa para aAmérica Latina". Os participantes da anticúpula expressaram também sua esperança diante do que consideram "uma ruptura do consenso neoliberal naregião", ressaltou o costarriquenho Carlos Aguilar, da Aliança Social Continental. Stédile Entre os representantes que discursaram no primeiro dia do encontro estava João Pedro Stédile, líder do Movimento dos TrabalhadoresRurais Sem-terra (MST), que rejeitou a "política neoliberal" que será discutida na cúpula oficial, porque tenta "controlar a biodiversidade, a água, as sementes". Stédile defendeu os "ventos de Paris, dos jovens", referindo-se às manifestações ocorridas na França durante três semanas em protesto contra o contrato do primeiro emprego, revogado peloExecutivo francês. A reunião contará com muitas rodadas de debates políticos, que terão a participação de cerca de 1.500 ativistas. A anticúpula terá sua própria declaração final e para o ato de encerramento estão sendo anunciadas as presenças dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales.

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