Antiga Varig vira empresa de vôos fretados

Depois de adiar seu lançamento por duas ou três vezes, a Flex, a "velha Varig" rebatizada, se prepara para iniciar as operações em fevereiro como uma empresa de fretamento. A empresa vai estrear com um Boeing 737. A intenção é encerrar o ano com seis aeronaves. O plano de recuperação judicial determina que a "velha Varig? volte a voar. Não importa se a operação será rentável ou não, a empresa terá de voltar a voar para cumprir o plano e evitar a falência. Caso contrário, toda a operação montada para salvar a Varig entra em colapso. No caso de falência, credores baterão na porta da Gol, que comprou a unidade produtiva isolada da Varig, hoje VRG. E o principal ativo da empresa, a ação judicial contra a União por conta de perdas provocadas por planos econômicos passados, no valor de R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões, não irá para o trabalhador ou para o fundo de pensão. Com a falência, a prioridade no recebimento dos créditos vai para a Receita Federal.Segundo o gestor judicial Miguel Dau, responsável pelo plano operacional da Flex, a idéia de iniciar com fretamento é uma forma de diminuir os riscos da operação. "Só vamos iniciar as operações regulares quando conseguirmos reaver os R$ 108 milhões devidos pela VarigLog e pela VRG?, afirma Miguel Dau, que acredita estar diante de uma escolha de Sofia. "O que fazer, iniciar uma operação com chances de dar prejuízo ou não iniciar a operação e ver a falência da empresa decretada?? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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