Antonio Ermírio afirma que não entende acusação sobre cartel

O empresário Antonio Ermírio de Moraes afirmou ao jornalista Milton F.da Rocha Filho que "não dá para entender esta acusação de que o setor de cimento tem um cartel no País. Nós da Votorantim, temos uma programação de produção de cimento para o próximo ano, que chega a 16 milhões de toneladas. Este é justamente o mesmo número da nossa produção de 1998. Vimos repetindo esta produção desde então. Outra coisa o preço do cimento caiu, segundo amostra do Sinduscon no último mês de outubro".A declaração de Antonio Ermírio decorre do fato de que o governo deve abrir, nos próximos dias, um processo para investigar dez fabricantes de cimento por formação de cartel. Juntas, essas empresas respondem por 97% da produção nacional. A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) do Ministério da Fazenda colheu indícios de que elas estão atuando juntas para dominar o mercado de concreto no País. As evidências fazem parte de uma representação com pedido de abertura de processo que foi enviada ontem à Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça. As empresas que deverão ser investigadas, segundo a representação da Seae, são: Camargo e Corrêa, Cimpor, Ciplan, Votorantim, Itambé, Holcin, Lafarge, Nassau, CP e Soeicom. A SDE vai analisar os indícios e decidir se abre ou não um processo. Em caso positivo, as empresas serão ouvidas. O processo será, depois, remetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que o julgará. Se forem condenadas, as empresas poderão pagar multas que chegam a 30% de seu faturamento bruto. Veja mais informações sobre o assunto no link abaixo.

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