Nelson Andrade
Nelson Andrade

ANTT e caminhoneiros remarcam reunião da tabela de frete para a tarde desta segunda-feira

Nova reunião deverá ter caráter técnico, com o objetivo de discutir o tabelamento do preço mínimo ao frete rodoviário

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2018 | 12h48

BRASÍLIA - Representantes dos Caminhoneiros e técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) remarcaram para esta segunda-feira, às 15h30, a reunião que deveria ter ocorrido pela manhã, para discutir a tabela do frete.

Os dois lados negociadores chegaram a se encontrar na sede da agência reguladora, o que levou fontes a informarem que a reunião estaria em curso. Mas nada foi discutido. De comum acordo, decidiu-se pelo adiamento, para que mais representantes da categoria consigam chegar à capital federal. 

Técnico. O nova reunião deverá ter caráter técnico, com o objetivo de discutir o tabelamento do preço mínimo ao frete rodoviário. O assunto criou um grande impasse no governo, que, sob pressão, já editou duas versões da tabela dos preços. A segunda foi revogada horas depois de ter sido divulgada, na noite de quinta-feira, 7.

A primeira atendeu os caminhoneiros, mas revoltou o agronegócio e a indústria, que falam em aumentos de até 150% nos preços e ameaçam travar a comercialização e até ir à Justiça para barrar o tabelamento. A segunda procurou aliviar o custo aos produtores, mas contrariou os caminhoneiros, por ter levado a um corte médio de 20% nos preços.

Mesmo irritados com a revisão, os caminhoneiros se propuseram a buscar uma composição de preços que seja boa para eles e para os usuários de seus serviços. 

Representantes da categoria se reuniram no final de semana para fazer as contas e levar uma proposta à ANTT no começo da semana. O encontro é fechado e as entidades não divulgam nem o local da reunião. Eles dizem que querem evitar ruídos que possam prejudicar as negociações.

A ANTT já avisou que uma eventual terceira versão da tabela, que pode ficar pronta nesta semana, será submetida a uma audiência pública que durará de 30 a 45 dias. Na mesa, há inclusive a proposta de se estipular preços diferenciados para os períodos de safra e de entressafra.

Enquanto continua o impasse, segue em vigor a primeira versão da tabela, editada no último dia 30 de maio, nos termos da Medida Provisória 832/2018, que instituiu a 'Política de Preços Mínimos de Transporte Rodoviário de Cargas', uma das principais reivindicações dos caminhoneiros dentro do acordo firmado com o governo para pôr fim à paralisação da categoria, que durou 11 dias, no fim de maio.

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