Anuidades escolares aumentam até 38%

Os aumentos das anuidades nas escolas particulares, de ensino médio e fundamental da capital que já definiram o valor para o próximo ano letivo, chegam a 38%. É o caso do Colégio Brasil, que elevou a anuidade deste ano de R$ 2.054,00 para R$ 2.841,80, na 1.ª série do ensino fundamental. Da 2.ª à 4.ª série, a correção foi de 32,85%; da 5.ª à 8.ª, de 22%. Para o ensino médio houve redução de 29%. No Dante Alighieri, o aumento foi de 15%. Já no colégio Elvira Brandão o preço da anuidade ficou estabilizado (ver demais escolas no link abaixo).O diretor de administração financeira do Colégio Brasil, João Gonçalves, diz que os aumentos de 22% a 38% praticados pela escola podem parecer exagerados se a comparação for feita com valores deste ano. Mas não é bem assim, quando se considera que, durante três anos consecutivos, 1998, 1999 e 2000, a escola cobrou anuidades menores que as de 1997. Ou seja, havia uma defasagem nos valores durante esse período de quatro anos que precisava ser acertada. No Dante Alighieri, a razão apontada para o aumento de 15% também foi o fato de que a escola não aplicou correção por dois anos. Nas escolas que estão corrigindo a anuidade, resta saber até que ponto os pais querem ou estão em condições de arcar com o aumento.Já o diretor estratégico do Colégio Elvira Brandão, Fernando Caiuby, diz que preferiu manter o valor da anuidade, mesmo tendo feito mudanças que aumentaram os custos da escola: ensinar o inglês desde a pré-escola e estender o horário do período integral e semi-integral, para atender os pais que precisam deixar os filhos na escola por mais tempo. Os custos devem ser absorvidos pelo crescimento da receita, proporcionado pelo aumento do número de alunos, avalia Caiuby.Procon: escola tem que justificar aumentoA assistente de Direção da Fundação Procon-SP, Sônia Cristina Amaro, disse que as escolas, além de só poderem aplicar reajuste uma vez por ano, têm de justificar o aumento com base na planilha de custo. Sônia Cristina entende que, até por uma questão de transparência, se o pai de um aluno solicitar, a escola deve apresentar a planilha de custo.De janeiro a setembro deste ano, o Procon-SP recebeu 4.360 consultas e 271 reclamações contra escolas. Os principais problemas apresentados pelos consumidores foram os seguintes: cobrança indevida, não fornecimento de documentos e irregularidades com cláusulas contratuais.

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