DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Anunciado por Bolsonaro, novo presidente dos Correios evita falar em privatização

O presidente Jair Bolsonaro confirmou que o general Floriano Peixoto deixa o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência para assumir os Correios

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2019 | 11h46

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta sexta-feira, 21, que o general Floriano Peixoto deixa o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência para assumir os Correios a partir de segunda-feira, dia 24.

Após o anúncio no Planalto, o general Floriano Peixoto afirmou que trabalhará para fortalecer os indicadores financeiros dos Correios e evitou falar em privatização. "Como isso acontecerá, cabe ao presidente da República. Minha missão é continuar a desenvolver a empresa", respondeu.

Peixoto esclareceu que a sua saída da Secretaria-Geral da Presidência não ocorreu devido a desentendimentos, mas por comum acordo com Bolsonaro. "Presidir os Correios me enche de satisfação, pelo grau de confiança do presidente", declarou.

Ele confirmou ainda que as conversas para assumir a estatal começaram ainda na semana passada e evitou comentar os motivos que levaram à demissão do ex-presidente dos Correios, o também general Juarez de Paula. "A saída do general Juarez é questão entre ele e o presidente da República", limitou-se a responder.

Nesta sexta, o governo editou uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) com a exoneração de Floriano Peixoto do cargo de ministro da Secretaria-Geral, que passará a ser ocupado pelo major da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Antonio de Oliveira Francisco. Jorge Oliveira vai acumular o novo cargo com a função de subchefe de Assuntos Jurídicos, que já exercia desde o início do governo de Bolsonaro.

Privatização

Defensor da privatização dos Correios, o presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta sexta-feira que a venda da estatal não depende apenas da vontade do Planalto, pois precisa da aprovação do Congresso Nacional.

"(A privatização dos Correios) Não depende da gente, depende do Congresso. Está no radar, mas o trabalho de Peixoto é recuperar os Correios", afirmou Bolsonaro. Ele afirmou que, dentre as "missões" do general à frente da estatal, estaria inclusive tentar reverter o rombo do fundo de pensão dos funcionários da empresa. "Tentaremos suprir o que foi retirado dos funcionários dos Correios nas péssimas administrações passadas", completou o presidente.

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