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Anúncio de ajuda a montadoras não é iminente, diz Casa Branca

Porta-voz da Presidência dos EUA diz que governo usa o tempo para tentar fazer tudo direito e pesar opções

Danielle Chaves, da Agência Estado,

16 de dezembro de 2008 | 15h28

A Casa Branca afirmou que está trabalhando com "rapidez cautelosa" para ajudar o setor automotivo dos Estados Unidos, mas negou que o anúncio de um pacote de socorro seja iminente. A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, negou relatos de que a administração iria revelar um plano já nesta quarta-feira para separar uma linha para as montadoras a partir do pacote de resgate do setor financeiro, de US$ 700 bilhões. Veja também:Bush diz não estar pronto para anunciar ajuda a montadorasMontadoras ainda aguardam decisão sobre ajudaDesemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   "Acho que todos vocês se deixaram acreditar que isso seria quase imediato. Nós não sinalizamos que isso seria imediato", afirmou Perino. "Não sei sobre um anúncio iminente vindo de nós. Estamos usando o tempo para tentar fazer tudo direito e pesando todas as nossas opções", acrescentou. "Não vamos correr para isso apenas porque existe pressão da imprensa, ou de outras partes encaminhadas por vocês, para fazermos algo precipitado". Perino afirmou que a Casa Branca está em conversas com as companhias e outras partes interessadas, repetindo que todos terão de fazer concessões para ser elegíveis para qualquer ajuda federal. A porta-voz, no entanto, não detalhou as concessões nem disse quem está envolvido nas negociações. Prejudicadas pela queda das vendas em meio à desaceleração econômica dos EUA, a General Motors e a Chrysler afirmaram que precisam de empréstimos de curto prazo do governo para chegar até o fim deste ano. O fracasso das negociações no Senado dos EUA sobre um pacote de ajuda de US$ 14 bilhões na semana passada forçou o governo a reverter sua oposição ao uso do Programa de Alívio para Ativos Problemáticos (Tarp), do Departamento do Tesouro, para ajudar as empresas. Perino afirmou que o presidente George W. Bush não acredita que a economia possa resistir a uma "falência desordenada" das montadoras. "Essa é uma das opções que é menos favorecida pelo presidente", afirmou a porta-voz. "Coloque isso no fim da lista, porque ele não acredita que no atual enfraquecido estado da nossa economia nós possamos sustentar tal golpe".

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